De encontros com deficiência

Homens Deficiência Visual - Encontros Relacionamentos - Brasil. Veja perfis de Homem que se registaram no Encontros Brasil e que estão associadas a Deficiência visual. Interagir com outras pessoas solteiras que tenham interesses parecidos com os seus é uma maneira formidável de saber o que fazer num encontro. Descrição do evento. II ENCONTRO DE FORMAÇÃO. Deficiência intelectual, cidadania e prevenção à violência. 20/02/2020 - 8h30 às 12h30. Local: CECAPE - Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação Endereço: R. Tapajós, 300 - Barcelona, São Caetano do Sul - SP. O INSTITUTO JO CLEMENTE, antiga APAE DE SÃO PAULO em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e ... Neste ano de 2012, aproximei-me do tema acessibilidade e suas articulações com inclusão digital no Projeto +Telecentos. Nossa proposta é investigar a produção de estratégias para ampliar o acesso de pessoas com deficiência às tecnologias da comunicação e informação em diferentes contextos brasileiros. Essa busca incluiu uma pesquisa sobre os dados mais atualizados da população… Esta pesquisa identificou um contingente de 45,6 milhões de pessoas, 23,9% de brasileiros com algum tipo de deficiência. Desse total, 9,8 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 5,2% da população, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir. Anuncios para Todos é um site de classificados com uma secção de encontros muito activa, especialmente em Portugal. Na secção de encontros Anúncios para Todos você encontrará centenas de anúncios de encontros e muitos deles muito recentes, por isso não será difícil obter datas. Em Anúncios para Todos você pode ver os anúncios e enviar […] Neste ano de 2012, aproximei-me do tema acessibilidade e suas articulações com inclusão digital no Projeto +Telecentos. Nossa proposta é investigar a produção de estratégias para ampliar o acesso de pessoas com deficiência às tecnologias da comunicação e informação em diferentes contextos brasileiros. Discanet é um serviço de encontros online para conhecer pessoas com deficiência. Muitas pessoas com deficiência sentem-se mais à vontade com pessoas que também são deficientes, e é por isso que muitas pessoas com deficiência procuram na Internet sites para encontrar um parceiro com a mesma deficiência ou com uma deficiência diferente. Aplicativos como o Tinder fazem sucesso nos dias de hoje por facilitar relacionamentos e encontros românticos, mas não foram capazes de superar algumas barreiras, especialmente para pessoas com deficiência física. Muitas vezes, estas pessoas evitam convívio social ou se retraem nas relações pessoais com medo da reação do outro, em ... A Lei de Cotas (Lei 8213/91), de 1991, exige que toda empresa com cem ou mais empregados deve preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas habilitadas com deficiência, na seguinte proporção: De 100 a 200 empregados – 2%. De 201 a 500 empregados – 3%. De 501 a 1.000 empregados – 4%. De 1.001 em diante ... Aplicação de encontros para pessoas com deficiência Existem aplicações de relacionamentos online para todo tipo de público. O Tinder é certamente o mais popular, mas há outras opções diversas e segmentadas para ligar os utilizadores mais próximo do que procuram.

Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.06.05 02:38 bru123anonima EU SOU A BABACA?

Olá a tds, sou a Srta. Bru, Tenho 18 anos. Tenho deficiência visual. Não sou cega, mas não tenho condições de trabalhar. Minha mãe tá pedindo um benefício para mim. Minha mãe sempre joga os problemas dela em mim, inclusive as grandes maldades do meu pai. Eu tenho depressão e ansiedade. A 2 anos peço que minha mãe não converse sobre meu pai comigo, n adianta e se eu falo isso, ela briga. Ela me joga na cara as contas. Não tenho dinheiro para ir embora e não posso contar com minha família. Minha mãe é narcisista e tóxica. Nunca pude sair de casa sem algum gamiliar do lado, nem cm amigas, nd de encontro fora de casa e sozinha. Reclama quando gasto meu $ em algo que n a beneficie. Eu PRECISO ir dormir na exata hora que minha mãe, ela dorme a manhã td e eu não posso sair da cama até ela levantar. Ela manda até nas mimhas roupas, por mais que eu n queira. Ela adora me falar que ngm nunca vai me querer e q se eu casar, meu marido vai me [email protected]@r de pau e que eu vou ter que ficar bem quietinha. Ela me xinga diariamente, grita e me insulta. Ela sempre me por para baixo e fala mal de mim para tds: Diz que eu falo com marginal na internet e com um gayzinho que me influencia à coisas ruins. Briga comigo pq n apoio o Bolsonaro. Me vigia em td. Quando eu pedi a ela para tomar anticoncepcional ela começou a gritar, me chamar daquelas coisas horríveis, meu pai ouviu e juntou-se a ela pra me ofender e dizer q aprendi isso na internet, hj diz que meu ex terminou cmg pq n presto. Isso tá me afetando, sinto fortes dores no peito diariamente e mt nsiedade, penso constantemente em suicídio, e eu não sei mais o que fazer, n tenho como ir embora, minha mãe me ameaça pela minha deficiência, se eu for embora.
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2020.04.03 18:30 nihilistkiwi Um pedido à Arquitetos, Designers, Desenhistas e pessoas que já utilizaram Mesas de Desenho.

Olá, pessoal! Tudo certo?
Me encontro no último semestre de Design de Produto e meu Trabalho de Conclusão de Curso é basicamente um redesign das Mesas de Desenho atuais, utilizadas para a criação de desenhos técnicos e tradicionais.
Para isso, elaborei um questionário com poucas perguntas, para saber a experiência de estudantes e profissionais da área de criação (arquitetos, designers, desenhistas, etc...) com as mesas de desenho disponíveis hoje em dia em faculdades, escolas, cursos de desenho e até mesmo mesas de uso próprio.
A intenção do meu projeto é otimizar a ergonomia e facilitar o uso por pessoas com algum tipo de deficiência física.

Agradeço imensamente a ajuda e peço para que, se você nunca utilizou de uma mesa de desenho, compartilhe com amigos que possivelmente já usaram.
Link para o questionário: https://forms.gle/D3YYUhwYB5QASTJX6
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2018.11.13 19:45 DrHelminto Bolsonaro não é nem de longe o primeiro a envergonhar o Brasil com gafes mirabolantes.

FHC
  1. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, em 1998, durante cerimônia de abertura da 10ª edição do Fórum Nacional, que "pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um País de pobres e miseráveis"
  2. Na década de 80 perdeu para Jânio na prefeitura de SP tendo feito um ato de campanha já sentado na cadeira do gabinete do prefeito
  3. Em 2001 na cidade de Três Lagoas, FHC no palanque chamou a cidade de Sete Lagoas, que fica em outro estado.
Lula
  1. "Há males que vem para o bem ", em conversa com Putin, sobre o desastre de Alcântara quando mais de vinte especialistas morreram, disse Lula
  2. Benedita da Silva era ministra e pagou uma viagem pessoal com dinheiro publico a Buenos Aires, na época Lula admitiu: "Ela cometeu um erro administrativo".
  3. "Não existe acordo com o FMI. Somente em dezembro vamos estudar..." Naquela noite o FMI anunciou o acordo
  4. "Proponho um brinde ..." - Na Líbia, país onde a bebida é proibida
  5. ''Daqui a dois anos, você nem vai estar aqui para o próximo encontro" Disse a Tony Blair acreditando que o Premiê britânico tinha mandato fixo.
  6. "Companheiro Wellington (Wellington Dias, governador do Piauí), você veio aqui para Brasília com medo de morrer afogado lá no Piauí?" (Fazendo piada com as enchentes que assolaram o Nordeste, deixando 117 mil desabrigados).
  7. "Eu estou com uma dor no pé, mas não posso nem mancar, para imprensa não dizer que eu estou mancando porque estou em algum encontro com portadores de deficiência" (Disse Lula, que falava para uma platéia repleta de atletas em cadeira de rodas).

Dilma
Ah, nem preciso fazer o de Dilma, essa era topzera, de estoca vento a todo mundo vai perder, os memes da mãedilma são eternos.
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2018.02.23 13:06 aureliano_babilonia_ Fui doar uns calçados para um catador de lixo...

Foi uma puta coincidência. Separei uns calçados para doar, mas minha mãe furou de passar lá em casa para pegá-los e levar para a ONG que ela conhece. Não era muita coisa, uns três pares de tênis e sapatos, duas Havaianas.
Voltei do trabalho mais cedo e encontro um catador de lixo que já conheço há alguns anos na porta da minha casa. Ele teve um acidente na infância e perdeu boa parte da massa encefálica, a cabeça dele parece uma bola murcha por conta da queda. Reza a lenda que ele caiu de uma laje soltando pipa. Por isso ele tem certa deficiência mental, age de maneira meio infantil em geral.
É um garoto educado, tem a minha idade e eu esbarro com ele na rua desde que a gente é adolescente. Geralmente pedindo dinheiro, catando lixo, fazendo bico. Ele me parou na rua. Estava descalço e com os pés machucados. Me pediu um tênis velho, chinelo, qualquer coisa. Pensei caralho, oportunidade perfeita.
Subi, catei as coisas e levei tudo para ele na entrada do prédio. Ele começou colocando um tênis da Nike que eu usava para fazer exercício antigamente, todo bobo com ele. Do nada fez um cara de assustado e ficou olhando de um lado para o outro.
"Qual foi, cara? Tá tudo bem?".
"Tô com medo".
"Medo de que?".
"De acharem que eu tô te assaltando e atirarem em mim. Já me esculacharam achando que eu tava assaltando. Posso experimentar o sapato ali na tua portaria?".
Bateu uma bad fodida.
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2017.10.16 22:28 PizzaJesus6 Conheci uma miúda e queria uns conselhos

Há cerca de duas semanas conheci uma rapariga bem gira, simpática, engraçada etc. Pedi o número, fomos beber uns copos passado uns dias, a coisa correu bem. Vamos ao segundo encontro, fomos a um bar de shisha na praia, assim meio romântico com o mar e as estrelas, seguido de um passeio pela areia. Eis que eu reparo em algo que (juro por deus) sinceramente não tinha reparado até ao momento, ela tem uma deficiência num dos braços, é assim um pouco mais curto e a mão parece estar torcida. Eu reparei e fingi não ter reparado, prossegui com o encontro como se nada fosse não querendo deixá-la desconfortável, mas acho que ela reparou que eu reparei.
Eu gosto dela, e desde esta noite saímos mais uma vez e continuamos a falar, mas desde que notei no braço dela que não deixo de o ver quando estou com ela.. Eu não a quero deixar desconfortável e tento evitar ao máximo pensar nisto, mas volta e meia penso "Ah pois é.. O braço.."
Já pensei em ser directo e dizer-lhe o que penso, que realmente gosto dela, que ela é uma miúda espectacular e que quero estar com ela, no entanto às vezes é um pouco desconfortável. Mas eu sei que mesmo para ela o é, está sempre a tentar esconder, quando estou de frente ela vira-se um pouco para que o braço saia de plano, ou cruza os braços etc. Eu queria que isto não fosse um problema, será que devia ir directo ao assunto e falar sobre isto com ela..? Ou tentar prosseguir e evitar pensar nisso..?
Porque eu realmente quero apostar nesta rapariga, simplesmente não sei bem como lidar com esta situação, nunca tive nada parecido..
Ps: Não sei pôr a Tag [Sério] se os mods o puderem fazer agradecia.
Edit: Obrigado a todos pelos conselhos, a próxima vez que for ter com ela vou tentar introduzir o assunto e explicar que não me importo com isto e que quero seguir em frente com a nossa jovem relação :)
Houve aí gente a perguntar, isto não se passa em Portugal, eu vivo fora, no Dubai para os curiosos, ela é Russa
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2017.06.23 22:25 feedreddit A justiça que serve a Abdelmassih e Andrea Neves é cega para os presos “comuns”

A justiça que serve a Abdelmassih e Andrea Neves é cega para os presos “comuns”
by Helena Borges via The Intercept
URL: http://ift.tt/2t4sG1v
Dois casos icônicos de prisão domiciliar chamaram a atenção do Brasil esta semana: a do estuprador Roger Abdelmassih, já condenado, e a de Andrea Neves, suspeita de corrupção que ainda não foi julgada. As duas situações são extremamente diferentes, porém refletem uma mesma lógica perversa: dentro do sistema penitenciário as desigualdades sociais, que do lado de fora formam um conjunto de privilégios, tornam-se uma engrenagem em que ricos conseguem a liberdade e pobres são esquecidos em celas superlotadas.
O problema não está na concessão das prisões provisórias a Abdelmassih ou a Andrea. Ambos os casos são garantidos pela lei. A questão é: por que esta mesma justiça que chega aos dois passa ao largo de incontáveis presos comuns?
Aproximadamente um terço da população carcerária do país é de presos provisórios; pessoas que, como Andrea, não foram julgadas ainda e que poderiam responder em liberdade. Além deles, há também idosos e doentes, como Abdelmassih, que definham e morrem dentro das celas. Ferramentas legais usadas por esses “presos de luxo” permitem que eles usufruam de direitos que ficam inacessíveis à maioria dos internos. No sistema penal, as desigualdades mantidas do lado de fora se ampliam e podem distinguir quem é preso e quem é solto.
Artigo 319 do Código de Processo Penal“CAPÍTULO V
DAS OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
(…)
V – recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos;
(…)
IX – monitoração eletrônica.”
Andrea Neves ao lado do irmão, Aécio Neves PSDB-MG) em evento durante o governo de Aécio em Minas Gerais, 2009.
Foto: Reprodução Flickr
Este foi o fragmento do CPP utilizado por Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles são suspeitos de corrupção e organização criminosa, mas, como ainda não foram julgados, sua prisão preventiva está sendo cumprida de casa. O artigo 312 do CPP afirma que a prisão preventiva poderá ser decretada, entre outras situações, “quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”. Durante a votação do Supremo Tribunal Federal sobre Andrea Neves, a ministra Rosa Weber e o ministro Edson Fachin chegaram a afirmar que havia evidências o suficiente para mantê-la na prisão.
Já o ministro Luís Barroso se mostrou mais preocupado com outro nome envolvido no inquérito: o do assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, apontado como operador de Aécio. Para o ministro, não apenas o réu terá poder para atrapalhar as investigações, como também há provas o suficiente para que seja mantido na prisão: “Não há dúvida da autoria e da materialidade, está gravado, está filmado, todo mundo viu o recebimento do dinheiro”.
“A regra é a liberdade e a privação da liberdade é a exceção à regra”, disse o ministro Ayres Britto, em 2012, quando ele presidiu um julgamento no STF sobre a prisão preventiva automática de réus acusados de tráfico de drogas. A prisão preventiva, segundo o Código Penal, só seria necessária nos crimes dolosos com pena máxima maior que quatro anos, ou caso a pessoa já tenha histórico de condenação por crime doloso, ou em casos de violência doméstica e familiar.
A prática jurídica de encaminhar suspeitos de tráfico diretamente para a prisão provisória se tornou comum por uma interpretação da Lei de Drogas. O STF decidiu que a interpretação é inconstitucional por ir de encontro com o princípio constitucional da presunção de inocência.
O Brasil tem 221 mil presos provisórios, dos quais 29% são suspeitos de tráfico. Por falta de critérios que possibilitem distinguir tráfico de uso pessoal, as cadeias têm se abarrotado de réus sem antecedentes e não violentos. Isso está diretamente conectado a outro reflexo da desigualdade: a falta de condições para pagar um advogado, sobrecarregando a defensoria pública.
A cientista social Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Cidadania na Universidade Candido Mendes (CESeC), explica que muitos desses presos provisórios passam longos e desnecessários anos na cadeia (a média vai a dois anos e meio):
“Fizemos várias pesquisas e mostramos que cerca de metade desses, quando julgados, acabam recebendo penas alternativas ou são absolvidos. A verdade é que se a grande maioria dos presos que estão aguardando julgamento no Brasil tivessem de fato advogados acompanhando seus casos, como alguns desses presos famosos têm, a história seria diferente.”
Outro motivo para que os presos provisórios mais pobres não consigam a prisão domiciliar é a dificuldade em entregar um comprovante de residência. Muitas pessoas não têm endereços formais nem CEP, outras moram em áreas de periferia dominadas pelo tráfico, onde oficiais de Justiça não entram. Desta forma, não há comprovante de residência e a Justiça entende que, não tendo um endereço comprovado, não há como cumprir prisão domiciliar. Ou seja, eles acabam indiretamente condenados pelo fato de morarem em áreas informais, como favelas. Foi o que aconteceu com Rafael Braga, morador da Vila Cruzeiro, único condenado no contexto das manifestações de 2013.
Artigo 318 do Código de Processo Penal“Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for:
I – maior de 80 (oitenta) anos;
II – extremamente debilitado por motivo de doença grave;
III – imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência;
IV – gestante;
V – mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;
VI – homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos.

Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo.”
Esposa do ex-governador Sergio Cabral, Adriana Ancelmo, deixa a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após depoimento à Justiça Federal, maio de 2017.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Esta foi a ferramenta legal utilizada por Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Presa provisoriamente sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Ancelmo conseguiu mudar sua prisão para domiciliar alegando que seus filhos não poderiam ser privados do convívio dos dois pais. Assim como a ex-primeira-dama, inúmeras são as internas do sistema prisional brasileiro que são mães, quando não dão à luz na cadeia. Para estas mulheres, no entanto, a possibilidade de cumprir pena em regime domiciliar para ficar com os filhos é apenas um sonho. A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária para a Questão da Mulher, Petra Silvia Pfaller, criticou a seletividade da Justiça à época da liberação de Ancelmo:
“O Poder Judiciário age de uma maneira seletiva, privilegiando as mulheres com maior poder aquisitivo. A Justiça no Brasil não é cega, ela olha realmente a pessoa. A criminalização da mulher pobre é bem visível. Como estrutura, o Judiciário é reprodutor da desigualdade social. As cadeias estão cheias de mulheres pobres.”
Em nota oficial criticando a desigualdade de tratamento entre mulheres julgadas, a instituição lembra que 30% das mulheres no sistema penitenciário não possuem condenação, portanto poderiam responder em liberdade. Marcelo Naves, vice-coordenador da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de São Paulo, explica que não é raro ver casos de adoção à revelia da mãe, ou de perda de guarda, apesar de o Estado não fazer um levantamento sobre quantas detentas teriam filhos, com quem estariam estas crianças ou quantos anos elas teriam.
Artigo 117 da lei de execuções penais“Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:
I – condenado maior de 70 (setenta) anos;
II – condenado acometido de doença grave;
III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;
IV – condenada gestante.”
O ex-médico Roger Abdelmassih, 70 anos, sendo preso em Assunção, capital do Paraguai, por agentes ligados à Secretaria Nacional de Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira; ele também foi condenado por estupro.
Foto: Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai
Esta foi a lei à qual recorreu Roger Abdelmassih, que tem 74 anos, doenças cardíacas e inflamação nos pulmões. O mesmo recurso foi utilizado pelo ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado por corrupção ativa no processo do mensalão do PT. No fim de 2013, foi concedida prisão domiciliar após o ex-deputado passar mal por problemas cardíacos. Genoino teve sua pena extinta pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, após um indulto de Natal da ex-presidente Dilma Rousseff, e assim pôde sair da prisão domiciliar. Outro ex-deputado condenado no processo, Roberto Jefferson (PTB-RJ) tentou usar da mesma ferramenta jurídica, mas os laudos médicos produzidos no Instituto Nacional do Câncer não comprovaram que ele tivesse uma doença grave o suficiente para impedir sua estadia no presídio. A defesa do político alegou, na época, que Jefferson tinha histórico de obesidade, hipertensão e câncer, que já tinha sido operado há um ano.
O maior problema enfrentado por presos doentes é ter acesso ao laudo médico. Presos ricos conseguem contratar especialistas ou pedir aos seus próprios médicos para elaborarem o documento, já quem só conta com médicos do estado enfrenta problemas. O coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Emanuel Queiroz, explica que é muito difícil provar a condição de saúde desses presos aos juízes:
“Há uma dificuldade enorme em produzir laudos que demonstrem a situação decrépita de saúde desse ser humano, que não justifique que ele continue preso. Os médicos do sistema penitenciário relutam em afirmar que não há condições técnicas de cuidar daquele interno. Tenho senhores idosos, cadeirantes, senhores de fraldas que sobrevivem dentro do sistema pela solidariedade de outro interno e que, mesmo assim, existem inúmeros laudos afirmando que eles conseguem se cuidar sozinhos.”
Foto de um interno do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, em Bangu RJ), no dia 24 de abril de 2017; o pedido de prisão domiciliar para esta pessoa, que estava com tuberculose, não foi apreciado antes dele morrer, no dia 25 de maio de 2017, aos 31 anos.
Foto: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
A imagem acima parece tirada de um campo de concentração, mas se trata de um homem preso no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, em Bangu, Rio de Janeiro. Ela foi feita no dia 24 de abril pela Defensoria Pública do Estado, órgão que também fez um pedido de prisão domiciliar para este interno, que estava com tuberculose. O pedido não foi apreciado a tempo pela Justiça, e ele morreu dentro da cela um mês depois de a foto ser tirada. Ele tinha 31 anos.
O defensor Emanuel Queiroz conta que o homem da foto, que tem a identidade protegida pela Justiça, é icônico das dificuldades passadas por muitos dos internos inválidos e que seu caso foi levado para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
A média de incidência da tuberculose entre a população brasileira é de 33 casos para 100 mil habitantes, um dado que já é considerado alto, e o Brasil é um dos 20 países do mundo com mais alta carga da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, nos presídios esse número salta para 932. A superlotação, a falta de ventilação e de iluminação nas unidades prisionais favorecem a disseminação da doença. Um único caso de tuberculose pode infectar de quatro a dez pessoas.
“É frustrante que estejamos diante de uma doença benigna, fácil de ser diagnosticada, com tratamento de boa qualidade e, mesmo assim, tenhamos esse universo perverso no sistema carcerário no Brasil”, afirma a pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo.
Número de mortes em cadeias fluminenses aumentou 70%Um levantamento feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Igarapé mostrou que, apenas nos presídios do estado do Rio, 5 detentos morreram a cada mês entre janeiro de 2010 e junho de 2016, mais de 60% dos óbitos foram por doenças, hemorragia interna ou insuficiência respiratória. O número de mortes dentro das cadeias fluminenses saltou de 51 casos em 2014 para 87 em 2015. Os números de 2016 ainda não foram completamente fechados.
Somente 37% das unidades prisionais do país têm módulos de saúdeA pesquisadora do Instituto Igarapé Ana Paula Pelegrino explica que o sistema de informações sobre as pessoas em presídios não segue os padrões internacionais: “tivemos muitos problemas para analisar esses dados, porque eles não respeitam os padrões internacionais de análises de óbitos. Muitas mortes são consideradas doenças, como insuficiência pulmonar. Não é doença?” Muitas causas de morte de presos ficam incertas nas estatísticas, dificultando as análises. No caso de hemorragia interna, por exemplo, não se informa se a causa da hemorragia foi um acidente, uma violência sofrida ou uma doença.
Segundo o Ministério da Justiça, somente 37% das unidades prisionais do país têm módulos de saúde. No Rio de Janeiro, apenas uma em cada dez penitenciárias têm o serviço, mas nenhuma delas possui médicos em suas equipes, compostas por auxiliares de enfermagem.
Pelegrino lembra que as doenças que acometem os internos também deixam vulneráveis os servidores públicos que lá trabalham e os familiares e amigos que os visitam. Em sua pesquisa, foram apontados 31 mil visitantes cadastrados apenas na cidade do Rio. Ou seja, quando a população de uma cadeia adoece, a cidade adoece junto.
Ato Liberação Presos Politicos, em julho de 2014, pedia a liberdade para Rafael Braga, morador da Vila Cruzeiro, único condenado no contexto das manifestações de 2013.
Foto: Mídia Ninja
Por que os direitos concedidos às elites são inacessíveis aos presos comuns?Em diferentes entrevistas com especialistas de variadas áreas, a mesma resposta ecoa: a prisão eleva as disparidades sociais a um nível pernicioso. O acesso a advogados que possam se dedicar adequadamente ao caso ou a peritos especializados é crucial e custa caro. Enquanto réus ricos conseguem pagar por estes serviços — e, assim, garantir seus direitos — os pobres são colocados no sufoco de celas superlotadas.
Julita Lemgruber resume a situação:
“O pobre, o negro, aquele que depende da defensoria, mesmo quando acusado de crimes não violentos, vai mofar na cadeia. Agora, se você pertence à elite, mesmo quando acusado de crimes que hoje surpreendem a nação, mesmo essas pessoas acabam recebendo prisão domiciliar. Assim o judiciário cumpre o papel que a elite espera dele: manter preso o negro pobre e manter liberto o membro das elites.”
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2016.08.21 13:56 EP-GHERAMER Um Diário

O tempo, não importa quanto passe, é implacável! Não há nada oculto que não venha à luz. Por mais que tentasse passar despercebido, Benjamim não o conseguira, mesmo usando um pseudônimo nas publicações diárias feitas no pequeno jornal daquela cidade que ele gostava de chamar de sua Cidade Refúgio. Escreveu ele em seu artigo no jornal de hoje, sumarizando o que pesquisara sobre o texto do dia 14 agosto: Os escribas, no seu uso no Antigo Testamento, a sua arte confinava-se quase inteiramente em certos clãs, que preservavam essa arte como profissão de família, passando esse conhecimento de pai para filho. A conexão entre o sogro de Moisés, que era sacerdote, serve de indicação de que a arte de escrever nunca esteve muito distante do sacerdócio. Contudo, nas páginas do Novo Testamento é que se encontra o testemunho final sobre o emprego da palavra “escriba”, indicando alguém que era um erudito e autoridade na lei mosaica. Os “escribas” são ali achados ligados ao partido sacerdotal (os saduceus, por exemplo) e também ao partido dos fariseus. Porém, os escribas (ou eruditos) de ambos os partidos desafiaram Jesus, principalmente devido ao fato de que ele não observava as práticas tradicionais ditadas pela lei oral. Por exemplo: comer com as mãos sem lavá-las, o que era uma quebra da tradição oral; ou comer com os que não observavam suas tradições. Mas, o que era a lei oral? Entre judeus, era um código não escrito da lei de Moisés, para o bem de Israel, o qual passou a ser escrito, por fim, mas nunca foi registrado por completo e tinha – e continua tendo, entre os judeus - uma autoridade bastante separada do registro escrito (Lei). Entre cristãos, era o corpo de doutrina e disciplina promovido por Cristo, parte do qual, em um momento posterior, foi preservado de forma escrita. Porém, acordo com alguns cristãos, adições podem ter sido feitas através dos escritos e ideias de influentes teólogos, professores e mestres cristãos e importantes bispos (século II e VII) da igreja, e esse material tornou-se uma autoridade adicionada para a crença cristã. As tradições judaicas se aplicavam a quase todas as situações que um homem enfrentaria em sua vida diária, portanto havia enorme peso de leis a seguir que agradavam a mente do judeu. A “lei da lavagem” era muito complexa, e os judeus davam grande atenção a coisas triviais, enquanto negligenciavam os materiais mais “pesados” da lei mosaica. Por exemplo, honrar pai e mãe era uma verdadeira lei (revelada por Deus na lei mosaica) que eles haviam transgredido, segundo conta Mateus, no capítulo 15, versículos de um a dez. Em outro evangelho, Jesus chama tais tradições de “tradição dos homens” (Marcos 7.8). Nesta enfadonha pesquisa entre inúmeros escritos dos homens, encontrei o Talmude. Embora ele lide principalmente com a interpretação da Lei (Tora), também trata de religião geral, ética, instituições sociais, história folclore e ciência. Resumindo: conjunto de escritos posteriores que interpretam a Lei original, dada a Moisés e que servem para minimizar as deficiências na lei mosaica; o que é o mesmo que dizer que a Lei de Deus era incompleta! - Quanta presunção se ela for considerada como uma verdade revelada por Deus! Mas, como sempre, ali estava o homem para dar uma “mãozinha”... Deus precisava de ajuda... Enquanto isso, na cristandade dos primeiros quatro séculos, uma nova autoridade cresceu, nos dizeres e os escritos dos doutores, teólogos e outros interpretes da Bíblia. Se assim é, pode-se dizer que o corpo dessa nova interpretação era um tipo de Talmude cristão! E é isto que se observa nas tradições das diversas denominações religiosas. Embora proclamem muito alto sua doutrina da “Escritura apenas”, estas denominações, através das interpretações específicas de passagens da Bíblia, criaram sua própria tradição. Cada denominação, confessando ou não, com seu próprio Talmude através de interpretações das Escrituras que contradiz os Talmudes de outras denominações!
E os fariseus? Seu significado é “separados” e usualmente vinham dentre a massa de povo comum, e nisso faziam contraste com os saduceus, que geralmente eram provenientes da aristocracia. O movimento desse nome, no princípio, envolvia uma espécie de grupo reformador, que tencionava purificar e defender a crença judaica ortodoxa. Eram os porta-vozes das opiniões da maioria das massas populares. Mas isto não durou. Após alguns anos se intrometeram nas fileiras do farisaísmo uma grande quantidade de atitudes legalistas e ritualísticas, e isso serviu apenas para obscurecer os propósitos originais do grupo. Assim, de acordo com o descrito acima, tenho que perguntar: que é lei? De volta aos livros, encontro que no seu sentido jurídico, a lei é um conjunto daquelas regras de conduta que um partido governante, juntamente com a comunidade por ele governada, reconhece como autoritário, e cuja desobediência requer alguma forma de punição, para assegurar que continuará em vigência. Muitos códigos legais também promovem alguma espécie de recompensa aos obedientes. Na Bíblia, encontramos vários códigos legais e Israel sempre se distinguiu como nação profundamente interessada pela história, pela religião e pela lei. De fato, dentro da mentalidade hebreia, não há como separar esses três conceitos, porque, para um hebreu piedoso, todas as coisas tinham um forte sabor religioso. A lei mosaica, veio à existência a fim de definir como a nação de Israel, deveria relacionar com Yahweh e cumprir suas exigências. Nos preceitos da lei havia a vida (potencialmente). Fora desses preceitos havia somente destruição e morte. O propósito dos códigos era moldar a vida do povo de Deus, a fim de prepará-lo para a conduta apropriada, e tendo em vista a glória de Israel, entre as nações, como a cabeça das nações. Para alguns, a esperança messiânica fazia parte da razão de boa conduta, por parte do povo de Deus. Essa preocupação com a lei foi transferida para o Novo Testamento, onde, entretanto, recebeu novo caráter. Jesus foi o novo Moisés que nos trouxe um conhecimento profundo e uma aplicação mais perfeita dos princípios ensinados no Antigo Testamento. Nos evangelhos, os preceitos de Jesus são encarados como uma graduação acima dos preceitos do Antigo Testamento, uma espiritualização dos mesmos e o advento do Messias fez com que a lei mosaica fosse cumprida em seus termos mais nobres. Assim, o discipulado cristão, torna-se dependente da obediência prestada ao Messias, que oferece a recompensa da vida eterna aos obedientes às suas palavras, encontradas nos evangelhos. Continuo procurando...
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2015.09.07 03:55 MundoemGraca Sociedade Bíblica do Brasil realiza Encontro de Pessoas com Deficiência Visual - Portal Mundo em Graça

Sociedade Bíblica do Brasil realiza Encontro de Pessoas com Deficiência Visual - Portal Mundo em Graça submitted by MundoemGraca to mundoemgraca [link] [comments]


2014.12.26 02:02 J_Douglas Criação do LeagueofBR e Moderadores de CSS.

Mais um subreddit fail pro LoL BR? Eu realmente espero que não.
Sempre vi vários subreddits que tinham como objetivo tratar de forma mais brasileira do League of Legends, mas infelizmente todos eles tomaram o mesmo rumo: Inatividade.
Já começando o projeto de forma diferente, já relevo que estou bastante motivado, mas infelizmente a minha motivação esbarra na minha inabilidade com o CSS, que é bem claro no visual horrível do subreddit hahahaha
Nessa minha deficiência eu espero encontros em possíveis candidatos que se voluntariem pelo bem da comunidade em tomar de conta do CSS desse humilde subreddit, e quanto aos mais leigos, como eu, seria de uma ajuda valiosa que vocês já contribuíssem comentando com feedbacks para o design ou possíveis inclusões de projetos que o subreddit possa angariar em nome do crescimento da comunidade.
Abraços natalinos (passei meu dia 25 tentando aprender a usar o CSS hahahaha)
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Uma deficiência, uma amizade e um encontro emocionante (Legendado PT-BR) Live! Encontro de mães e pais com deficiência visual. Ponto de Encontro - Desafios da Pessoa com Deficiência Encontro nacional de mães e pais com deficiência visual Dicas de convivência com a pessoa com deficiência - YouTube Vozes Femininas - Amplificando a voz de mulheres com deficiência Devotee - Aplicativo de relacionamento para deficientes físicos e seus devotees Inclusão da pessoa com deficiência é tema de debates em SP GRAVIDEZ e DEFICIÊNCIA por Isabela Gouveia Jantar - Desfile: I Encontro de Mulheres com Deficiência - Mossoró e região

Aplicativo de relacionamento para pessoas com deficiência

  1. Uma deficiência, uma amizade e um encontro emocionante (Legendado PT-BR)
  2. Live! Encontro de mães e pais com deficiência visual.
  3. Ponto de Encontro - Desafios da Pessoa com Deficiência
  4. Encontro nacional de mães e pais com deficiência visual
  5. Dicas de convivência com a pessoa com deficiência - YouTube
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