Como encontrar alguém novo

Desabafo. Será possível que alguém daqui já passou por algo semelhante?

2020.11.23 11:44 VerySuper_sane Desabafo. Será possível que alguém daqui já passou por algo semelhante?

Esse vai ser um relato/desabafo pessoal meio longo. E meio doido tbm. Quem ler até o final vai entender.
(Hoje tenho 20 anos, homem, gay)
Bom, n vou me referir por nomes, nem inventar um fictício. Acho q vai dar pra entender.
Eu conheci esse menino quando eu tinha 9 anos, na escola. Ele nem andava comigo, não era do meu tipo de "circulo de amigo". Eu não lembro como a gnt passou a andar juntos. Acho q foi com 10 anos q ele veio na minha casa pela primeira vez. Eu tinha um videogame, ele não (essa velha historia). Eu lembro q nesse primeiro dia ele ficou pouquíssimo na minha casa, até pensei q nem seriamos amigos. Mas não foi o que aconteceu. O que aconteceu foi que nesse período (6º 7º e 8º anos da escola), a gnt passou praticamente a viver um na casa do outro. Todo final de semana ele me ligava. Curiosamente, era ele que me ligava pra gnt marcar alguma coisa; não que eu não quisesse encontrar com ele (era o que eu mais queria); mas sempre funcionou desse jeito. Por enquanto estes foram os melhores momentos da minha vida.
(Agora complica um pouco)
Qnd eu disse que eu jamais pensei em ser amigo dele, é porque ele era popular pra caralho. E , de longe, um dos meninos (menino naquela época, agora já temos 20 anos) mais lindos que eu já vi. Tipo, facilmente, 10/10. Nessa época, rapaz kkk, eu era o ápice da feiura (tinha espinha pra caralho). Eu e ele éramos tipo o Yin yang da beleza.
Com 10 anos de idade, eu n parava pra pensar o q era ser gay. Era obvio q eu tava apaixonado pelo mlk. Mas era mto cedo pra pensar nisso ainda.
Ok. Questões. Pq porras ele queria andar ou vir na minha casa? Eu devia ser engraçado pra caralho, pq se fosse pelo videogame, tinha vindo uma vez só mesmo. Pra vc ter ideia, amigos dele e meus tinham ciúme dele preferir vir na minha casa. Sobre as meninas, todas (todas) queriam ficar com ele.
As vezes eu acho q imaginei, mas penso ser impossível ter imaginado algumas situações (pq eu só fui me tocar dessas situações qnd percebi q era gay). Uma delas, qnd a gnt tava jogando, ele encostou a cabeça dele na minha (eu fiquei sem reação, eu sou um idiota do caralho) Noutra vez, eu acho q eu falei alguma coisa q ele n entendeu, mas ele respondeu "eu tbm te amo". Tbm ignorei.
Isso durou até 2013. Do nada (eu n sei o motivo, mesmo), a gnt (ele) simplesmente parou de me ligar (9º ano). N sei o q aconteceu, mas ele começou a dar atenção pra galerinha mais popular tbm e fingiu q eu n existia mais (estranho pra caralho, eu tbm me dava bem com essa galerinha popular; não tinha o pq dele me excluir, se o objetivo dele era fazer parte desse grupinho). Eu fiquei mto puto. O que eu fiz? Comecei tbm a andar com essa galerinha tbm, de proposito. A gnt passou a se excluir (se eu andava com um grupinho, ele NÃO chegava perto. Se ele andava com um grupinho, eu tbm NÃO chegava perto desse grupinho). Bizarro pra caralho. Alguém já passou por uma situação assim? Pq é tão ridícula que eu fico pasmo hj em dia.
A gnt ficou nessa guerra fria até um dia q eu desencanei. Já tinha levado até uma suspensão, por fazer graça na sala (pra ganhar atenção da galerinha popular). Nos anos seguintes, ensino médio, a gnt n caiu na mesma sala nenhuma vez mais.
Começou tbm a fase de beber, ir em festa. Nunca fui desse tipo e não sou até hj; foi qnd eu realmente parei de sair com essa galerinha "popular". Acabei criando círculo de amizade com um grupo de amigos q eu levo pra vida (mas estes n eram/são amigos da "turminha" dele, até tentavam, mas o grupinho dele sempre excluía).
Mas eu não conseguia esquecer ele. Ele começou a namorar uma amiga minha (ela é super gente fina, adoro ela); e ele fazia questão de abraçabeijar ela qnd eu tava perto. Dava pra perceber.
Mtas das coisas q eu fiz na minha vida nessa época foi por conta dele. Tipo, eu cheguei a aprender um instrumento musical pq vi num snapchat (sim, isso existia!) ele tentando tocar. E eu aprendi o bagulho, toco pra caralho (modéstia a parte). Vai ver eu sou louco mesmo.
Acho q foi no 2º ano q eu percebi q eu era gay. Foi tipo um insight pra mim. Tudo fazia sentido. esse era o motivo desse puto n sair da minha cabeça. Lembro uma vez q a gnt tava na escola mais uns 3 amigos falando de beijar etc (isso no 2º ano tbm). Ai ele manda zoando "acho q eu beijaria a boca dele (ele falou meu nome)". Eu fiquei ?? (geral riu e continuou conversando, inclusive eu).
Antes de falarem q faltou atitude minha (supondo q ele é gay), realmente, qnd a gnt era criança (mas eu era criança, porra). No ensino médio, depois da minha "realização", eu tentei me aproximar dele de novo, mas ele tava numa vibe diferente (queria fumar maconha, dar pt em festa, esse tipinho) e tava namorando. Essa minha amiga com qm ele namorava terminou com ele tbm (por conta dessas imaturidades dele q eu citei)
O engraçado é q ele finge ter apagado os momentos q a gnt andava junto. Tipo, qnd acabou o ensino médio, no dia antes da formatura; dia q todo mundo falava de todo mundo e o q passaram juntos desde criança (n sei se toda escola faz isso no terceirão, a minha fez), ele nem ia citar meu nome. assim, no meio do discurso dele, um amigo dele teve q falar meu nome pra ele, ai sim ele falou brevemente q a gnt tinha sido mto amigos (é serio, até esse amigo q falou meu nome pra ele nesse momento fez isso pq devia n estar entendendo o pq dele n me mencionar, ele era um dos q tinha ciúmes dele na época q ele andava cmg)
Eu pensei q iria esquecer dele depois da escola mas, pasmem, não esqueci. Isso é foda, talvez eu ainda pense nele por conta das situações "semigays" q passamos juntos.
Estamos fazendo faculdade (universidades diferentes) já, e eu ainda me pego pensando nele. Nunca disse nada do q eu sinto por ele.
Seria possível q ele fosse bi? Cara, é mto contraditório. Ele namorou com outra menina depois do ensino médio, mas acabaram faz pouco tempo.
Eu mandei uma msg pra ele faz umas duas semanas. eu estava num estado meio chapado (q ironia, achava tão ridículo ele querer usar droga no EM. Btw, ele desencanou tbm dessa fase de querer ser o "fodão" q vai em 30 hps por dia. Ta bem mais maduro) perguntei se ele queria marcar alguma coisa. Ele prontamente respondeu q sim. Eu sou idiota. E se ele respondeu por amizade? Tipo, apesar das minhas neuras, quem disse q ele é gay/bi?
Mas é isso. N encontrei ngm q fosse tão incrível q nem ele (encontrei pessoas bonitas como ele, mas geralmente a pessoa n queria ou era chata q dói, e a maioria era só pq eu achava bonito mesmo. Falando em beleza, eu dei uma melhorada tbm kkk).
Será possível existir alguém aqui com alguma historia semelhante?
Eu realmente marco esse encontro com ele? Vou fazer o q? Só vai fazer eu pensar nele DE NOVO e vai acabar em pizza.

Foda. (Agradeço imensamente a paciência e atenção de quem leu até aqui)
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2020.11.20 15:15 BlindEyeBill724 Praeambula Fidei, artigo do Prof.Edward Feser

Praeambula Fidei, artigo do Prof.Edward Feser


Segue a tradução do artigo do Prof.Edward Feser em torno do Praeambula Fidei (por que isso é importante à apologética cristã, ver o post introdutório deste subrredit¹), encontrado originalmente em → http://edwardfeser.blogspot.com/2012/01/point-of-contact.html, com alguns outras traduções contextuais para que o leitor tenha acesso facilitado. Também realizarei alguns comentários quando julgar pertinente, espero que aproveitem algo (os comentários seram precedidos de CT, comentário do tradutor).
PONTO DE CONTATO
Bruce Charlton identifica seis problemas para os apologistas cristãos modernos² e propõe uma solução. Suas observações são todas interessantes, mas eu quero me concentrar no primeiro e mais fundamental dos problemas que ele identifica, que é que o conhecimento metafísico e moral que mesmo os pagãos tinham no mundo antigo não pode mais ser tomado por certo:
O cristianismo é um salto muito maior da modernidade secular do que do paganismo. O cristianismo parecia a conclusão do paganismo - um ou dois passos adiante na mesma direção e construindo sobre o que já estava lá (na cosmovisão clássica, CT): as almas e sua sobrevivência além da morte, a natureza intrínseca do pecado, as atividades de poderes invisíveis e assim por diante. Com os modernos, não há nada sobre o que construir (exceto talvez memórias de infância ou realidades alternativas vislumbradas através da arte e da literatura).
Desse problema seguem-se muitos outros, continua Bruce:
O Cristianismo moderno, conforme experimentado pelos convertidos, tende a ser incompleto - precisamente porque o Cristianismo moderno não tem nada sobre o que construir. Isso significa que o Cristianismo incompleto moderno carece de poder explicativo, parece ter pouco ou nada a dizer sobre o que parecem ser os principais problemas da vida. Por exemplo, o Cristianismo moderno parece não ter nada a ver com política, direito, arte, filosofia ou ciência; habitar um reino minúsculo e cada vez menor, isolado das preocupações diárias. O cristianismo moderno frequentemente exclui milagres; pecado original; o nascimento virginal, a encarnação e a natureza dual de Cristo; A morte, ressurreição e expiação de Cristo; a Santa Trindade; anjos, demônios e guerra espiritual invisível e assim por diante - mas sem esses e outros elementos, o cristianismo não se mantém unido nem satisfaz o anseio humano.
E
O Cristianismo moderno muitas vezes parece superficial - parece confiar demais no ditame das Escrituras e da Igreja - isso porque os modernos carecem de uma base nas percepções espontâneas da Lei Natural, do animismo, do senso de poder sobrenatural ativo na vida cotidiana. O Cristianismo moderno (após a primeira onda de experiência de conversão), portanto, parece seco, abstrato, legalista, proibitivo, não envolvente, sem propósito.
Como se costuma dizer, leia tudo. Acredito que haja muita verdade no que Bruce tem a dizer. Para ter certeza, nem por um momento penso (e presumo que Bruce não pense) que o Cristianismo realmente é "superficial", "incompleto", "seco", "sem propósito", desprovido de “Poder explicativo”, com “nada para construir” por meio de um terreno comum com a modernidade secular, etc. Muito pelo contrário. Mas concordo que pode parecer assim para muitas pessoas modernas. (Parecia mais ou menos assim para mim em meus dias ateus, antes de descobrir o que o Cristianismo, e em particular o Catolicismo, realmente disse - isto é, o que seus maiores representantes realmente sustentaram historicamente, em contraste com as distorções do cristianismo, seja liberal ou fundamentalista, que o substituiu em grande parte da opinião pública.)
O problema, em parte, é de circunstâncias históricas e culturais. Veja um exemplo simples, a descrição cristã de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Para as pessoas modernas, esse tipo de conversa pode soar insuportavelmente piegas; na verdade, às vezes acho isso insuportavelmente piegas, a menos que o contexto seja capaz de neutralizar as terríveis associações culturais que passaram a cercá-lo. Portanto, se estou ouvindo uma referência a Jesus como Senhor ou Salvador no contexto da Missa (seja a forma extraordinária ou a forma ordinária celebrada de forma digna), isso não me incomoda de forma alguma; mas se o ouço proferido por um televangelista, sinto (talvez como um Dawkins ou um Hitchens sentiriam) uma necessidade irresistível de mudar de canal.
Pense, porém, nas associações que uma palavra como “Senhor” teria para alguém no mundo antigo ou medieval - faria lembrar um imperador ou um aristocrata. Pense no que "Salvador" significaria em um contexto cultural onde antigas comunidades locais estavam sendo engolidas por impérios implacáveis ​​e aparentemente invencíveis, e onde sistemas morais rigoristas como o estoicismo e o neoplatonismo competiam pela lealdade da intelligentsia - isto é, digamos, onde as pessoas tiveram uma sensação contínua de estarem em perigo físico real e de fracasso moral pessoal contínuo. Uma descrição de Jesus de Nazaré como "Senhor" e "Salvador" teria o reverso das conotações sentimentais e efeminadas que os secularistas ouvem agora - pode trazer à mente um Constantino severo cavalgando para o resgate a cavalo, digamos, em vez de um Mister Rogers com cabelo comprido e sandálias, pronto com um sorriso e um Band Aid para nossa estupidez espiritual.
Combine a política igualitária, a moral fácil e a riqueza relativa e a estabilidade social das últimas décadas, e poucas pessoas no mundo secular moderno estão procurando por um Senhor ou Salvador no sentido que os antigos e medievais teriam entendido. Adicione a isso o fato de que "Jesus é o Senhor!" tornou-se a expressão de uma religiosidade emocional e terapêutica veiculada por meio de camisetas, adesivos de para-choque e música ruim produzidos em massa, e toda a ideia é destinada ao secularista moderno a parecer ininteligível e repulsivamente cafona. (Raspe um Novo Ateu e você frequentemente descobrirá que este é o tipo de coisa contra a qual ele está reagindo, e tudo o que ele conhece do Cristianismo.)
Então, isso é parte do problema. Mas isso pode ser remediado se os proponentes de uma forma de cristianismo muscular e intelectualmente rigorosa - ou seja, do cristianismo simpliciter, como existiu historicamente - redescobrirem sua herança ancestral. Com isso, eles redescobrirão também a herança do mundo pagão e encontrarão nela os recursos para se comunicarem com o homem moderno, na verdade com qualquer homem. Os aristotélicos e os neoplatônicos sabiam que Deus existe, sabiam que o homem não é uma criatura puramente material, sabiam que o bom e o mau são características objetivas do mundo e que a razão nos direciona a buscar o bem. Eles sabiam dessas coisas através de argumentos filosóficos que não perderam nada de sua força, argumentos que foram recolhidos e refinados por pensadores cristãos e que informaram a grande tradição escolástica.
Como o Papa Leão XIII expressou belamente em Aeterni Patris, os tesouros intelectuais dos pagãos são como os vasos de ouro e prata que os israelitas tiraram do Egito, prontos para serem empregados a serviço da verdadeira religião. Assim, a Escolástica, cujo renascimento esta encíclica promoveu, felizmente, adotou tudo o que era de valor no pensamento de gregos e romanos, judeus e árabes. Com filosofia como com arte, literatura e arquitetura, se você quiser aprender o que os maiores não-cristãos têm a oferecer, venha para a Igreja, que o absorve e protege - honrando nossa natureza divinamente dada e seus produtos, mesmo enquanto ela cria eles mais elevados pela graça. Ela lembra ao homem o que ele já sabe, ou pode saber, por meio de seus próprios poderes, antes de revelar a ele verdades que ele não poderia chegar por conta própria. Ela fala com ele em sua própria língua - a linguagem da teologia natural e da lei natural, que são, em princípio, acessíveis a todos, e não têm prazo de validade. Até os secularistas modernos conhecem essa linguagem, pois não são menos humanos do que seus ancestrais pagãos. O problema é que eles falam isso apenas no nível de escola primária ou mesmo no jardim de infância, enquanto o maior dos antigos pelo menos tinha proficiência relativa ao ensino médio. Mas, por meio da educação, eles, como os antigos pagãos, podem ser preparados para o trabalho de pós-graduação proporcionado pela revelação divina.
Esta é, obviamente, a ideia do que Tomás de Aquino chamou de praeambula fidei - os preâmbulos da fé, pelos quais a filosofia abre a porta para a revelação (onde a fé e a revelação, tenha em mente, corretamente entendidas, não são de forma alguma contrária à razão, mas um desenvolvimento - expliquei como na primeira metade de um post anterior³). Mas isso nos leva a outro problema. Como o fariseu que despreza a piedade e virtude sincera do samaritano, alguns cristãos desprezam a teologia natural e a lei natural como ímpias ou pelo menos questionáveis. Eles desprezam a natureza humana e, com ela, qualquer compreensão não-cristã de Deus e da moralidade, como algo totalmente corrupto e sem valor; ou eles estão dispostos, pelo menos verbalmente, a afirmar essa natureza, mas apenas se ela for efetivamente absorvida na ordem da graça, como o monofisista que está disposto a reconhecer a natureza humana de Cristo apenas se primeiro ela for completamente divinizada. Na primeira tendência, somente a fé e as Escrituras devem ser suficientes para trazer alguém ao Cristianismo, os preâmbulos que se danem. Sobre este último, a natureza humana é concebida de uma forma que (para tomar emprestado uma frase do Papa Pio XII) ameaça "destruir a gratuidade da ordem sobrenatural" ao elevar o natural ao sobrenatural, tratando de fato a teologia natural e a lei natural como se apenas o cristão pudesse entendê-los corretamente. Em ambos os casos, o cristianismo pode vir a parecer uma questão de mero diktat (como diz Bruce Charlton) - fideísta, inacessível e irrelevante para o mundo dos não crentes.
A primeira tendência, obviamente, está associada a Lutero e Calvino, embora seja justo reconhecer que há protestantes que resistiram a ela. Ao mesmo tempo, sua própria resistência é frequentemente resistida por seus correligionários, como é ilustrado por uma famosa disputa entre os teólogos protestantes do século 20 Emil Brunner e Karl Barth. Brunner argumentou que a teologia natural representa um "ponto de contato" entre a natureza humana e a revelação divina, pelo qual a primeira pode ser capaz de receber a última (embora mesmo Brunner qualifique sua noção de "teologia natural", para que não implique a certeza da existência de Deus apenas pela razão natural como é afirmado pelo catolicismo). Barth respondeu com raiva (em uma obra com o título conciso "Não!"), Rejeitando qualquer sugestão de que a natureza humana contribui com algo para o "encontro" entre Deus e o homem e argumentando que qualquer "ponto de contato" necessário foi ele próprio fornecido pela revelação, em vez do que a natureza humana. Isso é um pouco como dizer que a bola de bilhar A bate na bola de bilhar B ao atingir, não a superfície de B, mas uma superfície fornecida por A. Se for inteligível, isso apenas empurra o problema para trás: Como a superfície fornecida por A em si tem alguma eficácia vis-à-vis B? E como o “ponto de contato” fornecido pela própria revelação faz qualquer contato com a natureza humana?
Também é justo apontar que alguns pensadores católicos modernos têm opiniões que pelo menos flertam com a segunda tendência que descrevi acima - embora em parte sob a influência de Barth. Hans Urs von Balthasar procurou encontrar Barth no meio do caminho, rejeitando a concepção do estado natural do homem desenvolvida dentro da tradição tomista e central para a Neo-Escolástica promovida por Aeterni Patris de Leo (uma concepção que eu descrevi em um post recente sobre o pecado original). Nessa visão tradicional, o objetivo natural dos seres humanos é conhecer a Deus, mas apenas de uma forma limitada. O conhecimento íntimo e “face a face” da natureza divina que constitui a visão beatífica é algo a que não estamos destinados por natureza, mas é um dom inteiramente sobrenatural que se tornou disponível a nós somente por meio de Cristo. No lugar dessa doutrina, Balthasar colocou o ensino de seu colega proponente da Nouvelle Théologie Henri de Lubac, que sustentava que esse fim sobrenatural é algo para o qual somos ordenados pela natureza. Se é mesmo coerente afirmar que um dom sobrenatural pode ser nosso fim natural, e se o ensinamento de Lubac pode, em última análise, ser reconciliado com a doutrina católica tradicional da "gratuidade da ordem sobrenatural" reafirmada por Pio XII, há várias décadas tem sido assunto de feroz controvérsia. Mas a implicação aparente (mesmo que não intencional) da posição defendida por de Lubac e Balthasar é que não existe uma natureza humana inteligível à parte da graça e à parte da revelação cristã. E, nesse caso, é difícil ver como poderia haver uma teologia natural e uma lei natural inteligível para alguém ainda não convencido da verdade dessa revelação.
Relacionado a isso está a tendência de Etienne Gilson de tirar a ênfase do núcleo aristotélico do sistema de Tomás de Aquino e apresentá-lo como uma "filosofia cristã" distintiva. Como Ralph McInerny argumentou em Praeambula Fidei: Thomism and the God of the Philosophers, a posição de Gilson, como a de Lubac, ameaça minar a visão tradicional tomista de que a filosofia deve ser claramente distinguida da teologia e pode chegar ao conhecimento de Deus à parte da revelação. Essas visões, portanto, “involuntariamente [corroem] a noção de praeambula fidei” e “nos conduzem por caminhos que terminam em algo semelhante ao fideísmo” (p. Ix).
O livro de McInerny, junto com outras obras recentes como O Desejo Natural de Ver Deus de Lawrence Feingold de acordo com São Tomás de Aquino e Seus Intérpretes e Natura Pura de Steven A. Long, marcam uma recuperação há muito esperada dentro do pensamento católico convencional de uma compreensão da natureza e graça que já foi moeda comum, e à parte da qual a possibilidade da teologia natural e da lei natural não pode ser adequadamente compreendida. Nem, eu diria, outras questões cruciais podem ser apropriadamente entendidas à parte dele (como o pecado original, como argumento na postagem vinculada acima). A confusão entre o natural e o sobrenatural também pode estar por trás de uma tendência em alguns escritos católicos contemporâneos de enfatizar exageradamente os aspectos distintamente teológicos de algumas questões morais. Por exemplo, uma exposição da moralidade sexual tradicional que apela principalmente ao Livro do Gênesis, a analogia do amor de Cristo pela Igreja ou a relação entre as Pessoas da Trindade pode parecer mais profunda do que um apelo (digamos) ao fim natural de nossas faculdades sexuais. Mas o resultado de tal ênfase teológica desequilibrada é que para o não crente, a moralidade católica pode (novamente para usar as palavras de Bruce Charlton) falsamente "parecer confiar somente no ditame da Escritura e da Igreja" e, portanto, apelar apenas para o relativamente "minúsculo e encolhido reino” daqueles dispostos a aceitar tal afirmações. Não conseguirá explicar adequadamente àqueles que ainda não aceitam os pressupostos bíblicos da "teologia do corpo" do Papa João Paulo II ou de uma "teologia da aliança da sexualidade humana", apesar de seus méritos, exatamente como o ensino católico é racionalmente fundamentado na natureza humana, em vez do comando divino ou eclesiástico arbitrário. A graça não substitui a natureza, mas a aperfeiçoa; e um relato que enfatiza fortemente o primeiro sobre o último está fadado a parecer infundado.
O próprio falecido percebeu isso, quer todos os seus expositores o façam ou não. Em Memória e Identidade, ele diz:
Se quisermos falar racionalmente sobre o bem e o mal, devemos retornar a Santo Tomás de Aquino, ou seja, à filosofia do ser [ou seja, à metafísica tradicional]. Com o método fenomenológico, por exemplo, podemos estudar experiências de moralidade, religião, ou simplesmente o que é ser humano, e tirar delas um enriquecimento significativo de nosso conhecimento. Porém, não devemos esquecer que todas essas análises pressupõem implicitamente a realidade do Ser Absoluto e também a realidade do ser humano, ou seja, ser uma criatura. Se não partirmos dessas pressuposições “realistas”, acabamos no vácuo. (p. 12)
E no capítulo V da Fides et Ratio ele advertiu:
“Há também sinais [hoje] de um ressurgimento do fideísmo, que não reconhece a importância do conhecimento racional e do discurso filosófico para a compreensão da fé, na verdade, para a própria possibilidade de crença em Deus. Um sintoma atualmente difundido dessa tendência fideística é um “biblicismo” que tende a fazer da leitura e exegese da Sagrada Escritura o único critério de verdade
Outros modos de fideísmo latente aparecem na escassa consideração concedida à teologia especulativa, e em desdém pela filosofia clássica da qual os termos da compreensão da fé e da formulação real do dogma foram extraídos. Meu venerado Predecessor, o Papa Pio XII, advertiu contra esse descaso com a tradição filosófica e contra o abandono da terminologia tradicional.”
E o Catecismo promulgado pelo Papa João Paulo II, citando Pio XII, afirmava que:
A razão humana é, estritamente falando, verdadeiramente capaz por seu próprio poder natural e luz de alcançar um conhecimento verdadeiro e certo do único Deus pessoal, que zela e controla o mundo por sua providência, e da lei natural escrita em nossos corações pelo Criador. (par. 37)
Há uma razão pela qual o primeiro Concílio Vaticano, embora insistindo que a revelação divina nos ensina coisas que não podem ser conhecidas apenas pela razão natural, também ensinou que:
A mesma Santa Mãe Igreja sustenta e ensina que Deus, a fonte e o fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza a partir da consideração das coisas criadas, pelo poder natural da razão humana.
E
Não só a fé e a razão nunca podem estar em conflito uma com a outra, mas elas se apoiam mutuamente, pois por um lado a razão justa estabeleceu os fundamentos da fé e, iluminada por sua luz, desenvolve a ciência das coisas divinas ...
E
Se alguém disser que o único, verdadeiro Deus, nosso criador e Senhor, não pode ser conhecido com certeza das coisas que foram feitas, pela luz natural da razão humana: seja anátema.
E
Se alguém disser que a revelação divina não pode se tornar crível por sinais externos e que, portanto, os homens e as mulheres devem ser movidos à fé apenas pela experiência interna ou inspiração privada de cada um: que seja anátema.
E
Se alguém disser ... que os milagres nunca podem ser conhecidos com certeza, nem a origem divina da religião cristã pode ser provada deles: que seja anátema.
O objetivo de tais anátemas não é resolver por decreto a questão de se Deus existe ou se os milagres realmente ocorreram; obviamente, um cético ficará comovido, se for o caso, apenas por receber argumentos reais para essas afirmações, não pela mera insistência de que existem tais argumentos. Os anátemas são dirigidos ao cristão subjetivista e fideísta que rejeitaria a exigência do ateu de que a fé fosse dada uma defesa objetiva e racional e que, assim, faz do Cristianismo motivo de chacota. Pregar o cristianismo aos céticos sem primeiro definir o praeambula fidei, e depois reclamar quando eles não o aceitam, é como gritar em inglês com alguém que só fala chinês e, em seguida, descartá-lo como um tolo quando ele não o entende. Em ambos os casos, embora certamente haja um tolo na foto, não é o ouvinte.
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¹- Em https://www.reddit.com/ApologeticaCrista/comments/jx3m63/uma_breve_introdu%C3%A7%C3%A3o_pessoal_%C3%A0_apolog%C3%A9tica_crist%C3%A3/
²- Os pontos de Bruce Charlton quais o Prof.Edward Feser se refere, e quais não cita em seu artigo são os seguintes:
  1. A ausência de judaísmo
O Cristianismo moderno tem que passar sem os séculos de tradição judaica desenvolvendo uma compreensão da natureza de Deus, os profetas e suas profecias, a vida devocional dos Salmos etc; mas os cristãos modernos têm que descobrir tudo isso do zero e por si próprios, e muitas vezes não conseguem.
  1. Confusão
A vida moderna é hedônica, distraída - frequentemente drogada. Consequentemente, as pessoas muitas vezes não sabem ao certo a natureza da vida. Além disso, nas últimas décadas, a cultura dominante tem sido ativamente contra o Bem. A arte moderna é anti-beleza, as filosofias modernas são anti-verdade, a moralidade moderna é uma inversão do Direito Natural. A propaganda (implícita e explícita) inculca que os ideais espontâneos dos humanos (religião nativa, diferenças sexuais, família, nação, lealdade, coragem) estão errados. Em suma, os modernos estão profundamente (deliberadamente) confusos sobre questões profundas. Portanto, os apologistas cristãos modernos têm que explicar a condição humana, a natureza básica da vida; antes de explicar como o cristianismo é a resposta.
  1. Inoculação anticristã
A cultura dominante agora se inocula especificamente contra o Cristianismo e os pré-requisitos do Cristianismo. Ele fornece argumentos prontos, fundamentados no hedonismo materialista moderno, para serem usados ​​contra todas as evidências ou etapas de argumentação que possam levar ao Cristianismo, se rigorosamente seguidas. A apologética cristã não pode avançar um passo sem eliciar esses slogans, e a impaciência moderna, a distração e um curto espaço de atenção fazem o resto. Que esses argumentos materialistas hedônicos sejam circulares, incoerentes e infundados é irrelevante na prática; porque eles efetivamente bloqueiam o desenvolvimento de uma metafísica alternativa da qual sua invalidade seria aparente.
3- http://edwardfeser.blogspot.com/2011/09/modern-biology-and-original-sin-part-ii.html
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2020.11.20 06:13 BigCandySurprise O "hábito" que trará a minha ruína

Sabe, uma vez eu fiz uma reflexão com minha antiga psicóloga a respeito de ser um parasita social, que eu precisava ficar entrando na vida das pessoas, olhando todos aqueles detalhes que eu não conseguia encontrar na minha e ficar feliz sorrindo com amigos novos, sempre achei que fosse um cara que viva de teatros sociais, me deixava feliz, me dava prazer. Não muito tempo atrás achei um grupo único de amigos, parei de migrar de grupo social, ainda mantenho contatos antigos, mas oq me da prazer de fato é a novidade, das novas cores e as novas caras, gostava muito de um amigo enquanto ele tinha o cheiro de produto novo sabe? Com esse grupo tudo há de ser diferente, eu não vou trocar de amigos e ficar migrando por aí, eu realmente amo eles. As pessoas acham estranho essa preposição, não há nada de errado em ver uma amizade se apagar de maneira gentil, na verdade isso você não planeja, se for pra sempre você vai viver até a morte sem questionar, eu não questiono verdadeiramente, não acredito que possa acabar, mas o meu medo e paranoia não mudam, e se acabar de novo? E se perder o gosto? Eu bebo desse ecstase pra viver, se acabar eu não vou procurar outros amigos ou tocar minha vida, vou aposentar de vez, pode parecer tolo, tudo de estúpido que eu fiz pra sustentar minhas crenças ou diverções, não que minha vida estivesse errada, muito pelo contrário, ela é certíssima, só que o que me move as pessoas não notam ou entendem, e eu não entendo elas, meu desabafo principal é notar que aquela fantasia boba que você tem com 13 anos não era fantasia, é notar que agora que você tem 18 ainda continua fazendo a mesma coisa só que de um jeito diferente, percebo que eu sou viciado nesse hábito, isso é minha sentença, fora desse mundo minha crise depressiva é muito forte o mundo vira um fardo difícil demais de carregar, tudo tão abstrato, aos poucos você vai se desfazendo por dentro, eu realmente não entendo genuimente o resto das pessoas, mas é bom lembrar, o primeiro passo de enfrentar um problema psicológico é reconhecer que tem um, e que sua fantasia boba não é uma fantasia boba, quando a imaginação começa a vagarosamente se transformar em ação isso vira um problema

Se alguém de alguma maneira tiver uma experiência similar, eu realmente gostaria de conversar, eu preciso de noção de como agir em relação a isso.
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2020.11.17 21:51 The-Sword-Of-Newton Porque eu acho que a Michele (CEO da Cycor Cibernética) é uma fraude

Porque eu acho que a Michele (CEO da Cycor Cibernética) é uma fraude
Recentemente recebi este vídeo do shark tank Brasil, no qual, em resumo, temos a Michele de Souza (CEO da Cycor) apresentando sua empresa e produtos, impressionando os participantes e por fim tendo sucesso, vendendo parte da empresa por um valor superior à sua oferta inicial.
Thumbnail do vídeo
Bom, a primeira coisa que me deixou cético quanto ao vídeo é a apresentação da Michele. Segundo ela, em 2009, a esposa descobriu que tinha câncer ósseo e, a partir daí, começou a desenvolver tecnologias que auxiliassem no seu tratamento. Em 2010 sua esposa faleceu e, poucos dias depois, ela finalizou a tecnologia que poderia ter salvo a vida da esposa! (isso não é roteiro de algum filme?). Basicamente, a Michele vende a ideia de que ela é um gênio da ficção científica: ela tem autismo e passou a vida inteira estudando, criou tecnologias fantásticas (entro em detalhes abaixo) e tem uma longa formação acadêmica.
Quanto aos produtos da Cycor, o primeiro citado no vídeo é uma tecnologia capaz de transferir cheiros pela internet. No shark tank, a Michele dá a entender que o produto já está sendo vendido. Contudo, não há nenhuma menção a esse produto no site da Cycor e nem no instagram da empresa. Nessa entrevista, a Michele explica como supostamente funciona a tecnologia:
Com acesso à internet, qualquer pessoa vai poder sentir a fragrância de um perfume, o cheiro da comida, o aroma do sítio do avô. Tudo transmitido através de caixas de som, sem utilizar outros equipamentos. A tecnologia já está sendo testada por uma indústria interessada.
Outro ponto que acho importante notar é que a Michele não mostra o suposto dispositivo em funcionamento no programa.
Por curiosidade, pesquisei no google patents e no INPI por patentes inventadas pela Michele ou registradas pela Cycor. Em ambos os casos não encontrei nada.
Busca por invenções da Michele
Busca de patentes da Cycor
Passando para o próximo ponto, temos o exoesqueleto. Nesse caso, não há dúvidas que ele realmente exista, ele pode ser comprado pelo próprio site da Cycor, e há esse vídeo em que uma pessoa se levanta usando o exoesqueleto. Segundo o site da empresa, o exoesqueleto é capaz de fazer cadeirantes se levantarem, caminharem e se sentarem. O exoesqueleto é controlado por botões posicionados numa muleta.
Exoesqueleto desenvolvido
Eu consegui encontrar a pessoa do vídeo no instagram, o nome dele é Dudu, que inclusive postou um vídeo em que ele se levanta com o exoesqueleto. Apesar de incontestável a capacidade de se levantar, não encontrei nenhum vídeo que indique que alguém conseguiu caminhar com o exoesqueleto. Nas mídias da Cycor, não há demonstração de tal capacidade. O vídeo do Dudu se levantando foi postado no dia 19 de Janeiro desse ano e desde então não foi feito mais conteúdo a respeito do exoesqueleto, tentei contato pelo instagram com o Dudu, mas até o momento ainda não obtive resposta. No programa shark tank, não é feita a demonstração do exoesqueleto porque, segundo a Michele, alguns sensores foram danificados durante o transporte do equipamento até o local do programa.
O último ponto que tenho a levantar é uma tecnologia (não citada no vídeo do shark tank) que beira à ficção científica. O projeto Zeus, citado nessa entrevista, é um emissor de ondas que pode supostamente reprogramar células e moléculas por meio de vibrações. Segundo Michele, seria possível reprogramar o sistema imunológico e criar uma vacina digital.
Durante a pandemia, a Cycor deu mais detalhes no instagram sobre o projeto Zeus, dizendo que poderiam ajudar no combate à covid:
[...] Não é possível dar muitas informações sobre isso, só as publicadas aqui. Uma parceria entre a Cycor, uma entidade de saúde e uma empresa está possibilitando testes da tecnologia ZEUS no combate ao COVID-19. A finalização da equação ZEUS em 2010 possibilitou a descoberta e catalogação do código eletrônico da SARS 1 e 2, MERS e da família do Coronavírus. Inicialmente o ZEUS iria atuar em algumas outras doenças, mas por causa da Pandemia os esforços imediatos estão concentrados no combate ao COVID-19; para isso a Engenharia da Cycor escolheu alguns equipamentos que juntos podem emitir a informação que realiza a comunicação com o código desse vírus e o desativa. É claro que temos ainda que passarmos pelo período de testes e de calibragem para que seja possível utilizar nesse novo vírus, já que há pouquíssimas informações sobre ele ainda e não é possível realizar cálculos pelas explosões moleculares de maneira mais eficiente, no entanto o processo nos permitirá acertar isso e difundir os resultados, o que é do interesse da Cycor para promover o avanço científico e médico. [...]
No instagram da Michele, é possível obter mais informações, inclusive ela revela que essa era a tecnologia que finalizou dias depois da morte da esposa:
Como funciona o ZEUS? Não posso dar detalhes por segurança do desenvolvimento da tecnologia, mas posso dizer algumas coisas que fazem parte da ciência por trás dessa tecnologia. Para entender o ZEUS é preciso saber o que é espectro de energia. Por definição um espectro é uma representação das amplitudes ou intensidades - o que geralmente traduz-se por energia - dos componentes ondulatórios de um sistema e distinguem-se fisicamente umas das outras não por suas naturezas, mas sim pelas suas frequências. Como um espectro multifuncional, os seres vivos possuem uma rede de comunicação que geram campos de funções com elementos que vibram em frequências distintas, é aí que o ZEUS atua. Por meio da construção de uma equação, projetei um meio atingir células doentes ou organismos que adoecem humanos, animais e plantas. O ZEUS sincroniza e elimina a doença ou reatomiza as células, atuando no campo de cada rede.
Link da publicação
Uma coisa interessante que notei foi que a definição de espectro que ela utilizou no post é exatamente a mostrada na wikipedia):
No âmbito científico um espectro é uma representação das amplitudes ou intensidades - o que geralmente traduz-se por energia - dos componentes ondulatórios de um sistema quando discriminadas uma das outras em função de suas respectivas frequências (ou comprimentos de onda). Em um espectro as componentes ondulatórias (fases) distinguem-se fisicamente umas das outras não por suas naturezas mas sim pelas suas frequências

Equipamento construído
Com tudo isso, eu acho que a Michele criou essa personagem que ela é agora e colou. Acho que em breve ela deve começar a vender o Zeus como se fosse a cura de todas as doenças e ganhar uma grana.
Pessoal do reddit, o que vocês acham? Estou me sentindo um conspiracionista porque parece que ninguém achou estranho a apresentação do shark tank.
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2020.11.17 14:02 ebookrevenda Como divulgar meu site?

Como divulgar meu site?
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Talvez você já tenha ouvido falar de automação de marketing, caso ainda não tenha usado este método Posso garantir que é um método que vai te trazer muitas visitas de forma automatizada.
Existem ferramentas que podem automatizar redes sociais e outros canais onde você pode conseguir várias visitas como por exemplo, Facebook, LinkedIn, Instagram, até mesmo sistemas para automatizar anúncios em sites de classificados. A grande vantagem ao se usar essas ferramentas É de fato a automação você perde muito menos tempo realizando ações repetitivas pois bastaria deixar um programa rodando em seu computador e ele faria todo esse trabalho por você enquanto você poderia dedicar o seu tempo a outras tarefas de marketing.
Onde posso encontrar essas ferramentas de marketing? se você fizer uma breve pesquisa no Google por: “programadivulgarsite portfólio” Você vai encontrar um site contendo ferramentas desse tipo, você pode baixar esses programas e thestalos para ver se é exatamente o que você procura, em sua grande parte são simples programas porém cumpre muito bem com o papel proposto, geralmente fazer postagens em grupos em tempos predeterminados, seguir pessoas sem tempo definido, curtir postagens e coisas do tipo.

MARKETING & TRÁFEGO ORGÂNICO


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Para fazer a divulgação de um website eu indicaria muito o software “PCG Programa Classificados Grátis”, Essa é uma excelente ferramenta utilizada para automatizar a divulgação em sites de classificados grátis, com essa ferramenta você pode anunciar em uma lista contendo mais de 340 sites de classificados, com isso você vai obter um excelente tráfego orgânico pois sempre que fizeram anúncio com determinado título esse anúncio passa a aparecer nas buscas do Google e outros buscadores assim como Yahoo busca e outros e dessa forma sempre que alguém buscar por um título semelhante ao que você anunciou vai acabar encontrando o seu anúncio e sendo levado até o seu produto ou serviço ou site no caso.
Até o momento a ferramenta para tráfego orgânico mais indicada que eu uso é essa, ela tem me dado excelentes resultados tanto a curto prazo quanto a longo prazo pois você deve ter em mente que os resultados indexados no Google podem ficar lá por um bom tempo e quanto mais você anunciar os dando essa ferramenta mas os seus resultados vão aparecer nas buscas e assim mais visitas você vai ter.

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Comece a divulgar o seu site o quanto antes

Sabemos que, nem sempre, o primeiro site que temos é o ideal, mas não tenha medo de divulgá-lo. Esta é uma lição fundamental que os dois cofundadores do Buffer, Joel Gascoigne e Leo Widrich, aprenderam. Gascoigne escreveu em seu blog (em inglês) que tratar o produto como concluído é essencial para ver imediatamente os benefícios da divulgação. As pessoas, geralmente, não se inscrevem ou compram no seu site na primeira vez que entram. Primeiro elas precisam conhecer o seu produto e conteúdo, saber como funciona e o que ele pode fazer por elas. Na busca por um site perfeito, acabamos adiando o lançamento dele. Temos que começar de algum lugar, caso contrário, não haverá mudanças nem melhorias.

Consiga links para ganhar credibilidade

Sites novos não têm ainda uma autoridade estabelecida. Para conseguir credibilidade, você pode apostar em uma estratégia de troca de links com outros sites. É importante conferir a qualidade do conteúdo oferecido pelo site em questão, e conseguir links de sites diferentes. A combinação entre a qualidade e a quantidade desses links é chamada de autoridade de domínio (DA) e dá a sua pontuação de credibilidade. Oferecer conteúdo original e gratuito em seu site é um fator que traz novos visitantes, mas escrever para outros blogs proeminentes em seu nicho também é um grande aliado para divulgar o seu site e gerar tráfego. Ao incluir um link de um post do seu blog ou site em um conteúdo de um parceiro pode fazer com que você ganhe novos visitantes de uma fonte que talvez possua mais tráfego do que o seu blog ou site atual. Gaste tempo construindo um relacionamento com outros sites. Ao aceitarem publicar suas postagens de convidado, você se posiciona como uma autoridade. Para escolher os sites, o mais importante é que sejam do mesmo segmento que o seu, para adquirir visitantes qualificados. Você pode conferir a autoridade do domínio no explorador do MOZ para uma análise rápida. Lembre-se que a estratégia de links funciona juntamente com vários fatores como: tempo que o site está no ar, número de backlinks, qualidade dos backlinks e outros

Busque novas alternativas

Divulgar o site é um processo constante. Existem opções similares para todas as ferramentas que abordei aqui, além de diversas opções diferentes que você também pode seguir. O importante é arriscar e testar a maneira mais eficiente para o seu site. Você sempre pode otimizar suas campanhas publicitárias atuais, encontrar novas redes e explorar outras estratégias de marketing, como o Inbound Marketing e o Marketing de conteúdo. Espero que esse post tenha aberto o caminho para você divulgar o seu site e encontrar novos clientes ou visitantes.
Arquivada em:
http://programadivulgarsite.com.bblog/como-divulgar-meu-site.html
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2020.11.12 20:42 KaneuV O Assassino do Cemitério

Na cidade de onde vim tinha uma lenda sobre alguma coisa que morava dentro de um cemitério abandonado. A lenda falava que quem tentasse enfrentar essa coisa e entrasse no cemitério, nunca mais saia de lá. Já ouvi relatos de pessoas que estavam passando e viram alguma coisa os observar e segundo elas sua expressão era de ''você é o próximo''. Ouvi outros que diziam ter visto seus parentes ou outras pessoas andando pelos arredores dela, mas sempre que tentavam falar com eles, eles sempre faziam as mesmas coisas, não olhavam e continuavam a seguir o seu caminho, era como se algo estivesse faltando dentro deles, era como se eles estivessem vazios, será que a coisa que morava ali corrompeu suas almas?
Bom isso era o que eu me pergunta quando mais jovem. A coisa tinha muitos nomes em minha cidade, A Coisa do Cemitério, O Coveiro, O Assassino da Noite, O Ser da Tumba Aberta, etc, mas eu o chamava de O Assassino do Cemitério. Agora que paro para pensar naquele dia me pergunto o por que de eu ter feito aquilo? Talvez porque eu era jovem, não entendi ao certo o porque, acho que quando era jovem eu deveria ter aceitado as minhas consequências, um dia meus amigos me desafiaram a passar uma noite dentro do cemitério, caso contrário eles contariam ao meu pai que havia reprovado em física e em matemática, eu, com medo de meu pai, não tive outra escolha se não aceitar, mas pedi a eles uma semana para me preparar, mas eles não deixaram e disseram que ia ser naquela noite. Fiquei com muito medo, mas então pensei na possibilidade de não acontecer nada, de que tudo fosse apenas o que diziam ser, uma lenda, mas aquilo não me acalmava.
Eu e eles marcamos para nos encontrar no cemitério a meia noite e assim eu fiz, quando cheguei lá, fiquei olhando ao redor, mas não vi ninguém, encostei em uma parede e fiquei esperando por eles. Fiquei ali por um tempo, mas ninguém apareceu então achei que meus amigos haviam me engado, que tudo não passava de uma piada de mal gosto, lembro de abrir um sorriso e comecei a ir embora, mas então algum apareceu do nada com uma máscara de vampiro me dando um enorme susto, a pessoa começou a rir e vi que eram os meus amigos, minha felicidade foi destruída e minha esperança evaporada. Começamos a ver um local de entrada, mas o lugar estava bem fechado, então achamos um fresta no muro, eles me ajudaram a entrar, quando eu estava dentro eles gritaram do outro lado:
''Quando amanhecer volte para cá, entendeu?"
Respondi que sim e eles se foram. Comecei a andar ao meu redor vendo várias lápides e algumas covas abertas. Continuei andando até ver uma grande árvore sem folhas, talvez morta, perto dela havia mais uma cova aberta, mas essa era diferente, de lá exalava um cheiro horrível, não havia nada ali, mas lá dentro tinha um cheiro de podridão e morte. Comecei a me sentir enjoado e incomodado e quando me virei o que vi primeiro foi algo vindo com tudo em meu rosto e depois tudo ficou preto, fiquei mergulhado naquela escuridão por um tempo até acordar novamente, minha cabeça doía e eu estava sendo arrastado por algo, minha visão estava turva ainda, então não consegui ver direito, mas havia alguém me arrastando para algum lugar, chutei a pessoa e ela soltou meu pé, comecei a me levantar o mais rápido possível e quando minha visão finalmente ficou normal pude ver, era a criatura que vivia ali, a lenda que assombrava a minha cidade estava parada bem em minha frente, ele era real e estava bem em minha frente. Iluminado pela luz da lua eu pude ver seu rosto com muita clareza, ele tinha o rosto de um cadáver, como um zumbi daqueles filmes de terror que passavam nos sábados a noite de minha época, ele usava uma roupa de um coveiro que na naquela tempo eu não havia reconhecido e está usando um pá bem larga e pesada em uma de suas mãos. Aquilo começou a se mover tentando me acertar com a pá, mas ele era lento, então era fácil de desviar. Vi uma abertura, aproveitei, empurrei ele e sai correndo. Estava correndo, mas fui parado por um outra criatura, uma quase semelhante ao Assassino do Cemitério, mas esse era mais podre, sem uma pá e sem o uniforme de coveiro, a mesma criatura surgiu do nada, estava sem pernas e havia pego em uma de minhas pernas, e mais outra criatura havia aparecido, e então não havia mais uma, mas várias, e estavam me cercando, tentei escapar, mas eram muitas, elas me cercaram e me seguraram, isso até o Assassino aparecer, as outras criaturas me levaram até ele que começou a ir até um lugar, os outros o acompanhavam e quando vi, estavam me levando para uma cova, estava tudo pronto e preparado, como se eles já soubessem que algum iria ir lá naquela noite, eles me jogaram para dentro dela e começaram a me enterrar vivo. Nessa hora me lembrei de uma coisa, uma coisa passada que meu pai uma vez me dera para eu me auto defender, eu nunca achei que um dia fosse usá-la até aquele momento, eu peguei o canivete que meu pai dera e comecei a esfaquear e a sair de dentro daquela cova, aquelas coisas tentaram me impedir, mas não conseguiram, continuei a cortar e esfaquear qualquer coisa que visse pela frente, eles tentavam me segurar, mas eu puxava meus braços e cortava os dedos e mãos deles, senti feridas sendo formadas devido aos puxões e também por suas unhas, mas continuei, até que não tinha mais criaturas ao meu redor, então eu corri, corri sem olhar para trás, eu podia ouvir eles atrás de mim, podia sentir algumas dessas criaturas que se arrastavam tentado pegar meus pés. No meio disso consegui por um milagre chegar ao portão de entrada, trancado, mas era um jeito de sair, pensei em arrombar, mas não tinha força para isso e nem alguma coisa para me ajudar, pensei então em pular, mas o muro era muito alto não tinha como eu fazer isso. O desespero começou a tomar conta de meu corpo, eu podia ouvir aquelas coisas chegando cada vez mais perto de mim, não tinha outra escolha eu tinha que tentar, ou pular, ou arrombar. Comecei a chutar o portão tentando fazer a tranca dele quebrar, vi que não estava dando certo, então usei o peso de meu próprio corpo e como antes não deu certo, vi que estava apenas me machucando a única maneira era pular, mas como eu poderia subir até o topo, eu pensei, foi aí que eu tive uma ideia, lembrei que me contaram sobre pessoas que tentaram entrar no cemitério, mas como o muro era muito alto e o portão muito resistente elas usavam algo como uma escada ou uma corda para poder subir, ou seja, algumas dessas coisas ainda estava ali para quando elas fossem embora. Comecei a procurar então por um desses objetos e achei uma corda, joguei ela para cima do muro e acabei prendendo ela em algo, estava confiante de que ela iria aguentar o meu peso e fui, comecei a subir o mais rápido possível, até que senti algo em minha perna, me segurei fortemente na corda, mas o meu medo não era de eu escorregar, mas sim dela romper, olhei para baixo e vi, era o Assassino me puxando para baixo com uma mão e com sua pá na outra.
''Você me pertence''
Essa frase ecoou sobre minha mente e me assombrou pelo resto de minha vida até hoje, pois ela vinha dele, daquela coisa horrenda e podre. O comecei a chutá-lo, mas isso não fazia efeito algum, então retirei meu canivete de meu bolso e a enfiei na mão daquela coisa que soltou minha perna, subi o mais rápido que conseguia e quando já estava no topo eu cortei a corda e pulei o muro.
Após esse show de horrores eu fui para casa, para minha surpresa meus pais ainda estavam acordados e quando me viram, completamente imundo e machucado me perguntaram o que havia acontecido, antes de ir havia dito que ia passar a noite na casa de um amigo, então contei a verdade a eles ficaram furiosos comigo, na manhã seguinte eu fui para o hospital, o médico me analisou e um policial falou comigo, lembro que naquele dia eu acabei ficando doente devido aos ferimentos e também deixei de falar com os meus amigos. Alguns anos depois eu mudei de cidade até ficar adulto e depois me mudei de novo até estar onde estou hoje. Mesmo tendo se passado quase vinte anos eu ainda me lembro do cheiro que aquela coisa exalava, da sensação de sentir vários braços tentando de pegar e rascando sua pele, do desespero que senti quando subi aquele muro e senti algo pegar sobe minha perna. As cicatrizes ainda estão em meus braços e pernas e eles me seguiram até meu túmulo. Eu nunca mais voltei para minha cidade natal, ainda tenho medo da lenda que assombra aquele lugar, talvez um dia eu tenha coragem de voltar para lá e rever aquele mesmo cemitério e poder finalmente enfrentar aquela coisa cara a cara, mas por enquanto, vou continuar a mandar cartas e mensagens para meus pais, acho que é para melhor de todos inclusive a mim, esquecer tudo isso e deixar o passado para trás.
submitted by KaneuV to Stormper [link] [comments]


2020.11.11 16:19 Melquiades1993 Sistemas que atualmente podem ser comprados em Português e que são (moderadamente) acessíveis [Pergunta e Sugestões]

Bom dia rpg_brasil
Como alguém que vive fora das Redes Sociais, e ficou fora da cena RPG por alguns anos, tenho que "fuçar" no google para encontrar material novo que eu possa comprar. Como grande parte dos brasileiros, minha condição financeira, ainda que não seja ruim, não é boa o suficiente para encomendar material importado da Amazon, por exemplo.
Nas minhas buscas acabei encontrando uma ou outra coisa interessante, com preços "acessíveis" (uma ou outra exceção, hehe). Assim, gostaria de compartilhar algum material que encontrei e também pedir sugestões de material que possa adquirir em Português (de preferência, material físico, e não só PDF)

Segue abaixo minha listagem, fico no aguardo da sugestão de vocês
- Dungeon World (Sistema PbtA) - Secular Games - 79,90 - Físico Tanto o sistema PbtA, quanto especificamente o Dungeon World, foram queridinhos da crítica por muitos anos no exterior. Recentemente descobri esta tradução para o Português, pela Secular Games
- Tales From The Loop - Sagen Editora - 179,90 - Físico Sim, o preço é salgado. Aproximadamente o preço de algum livro de D&D 5e atualmente. Mas considerando que é outro querido da crítica, com premiações ENnie, talvez valha a pena. É um cenário no modelo de "Stranger Things", com nostalgia, mistério e crianças de bicicleta
- Four Against Darkness - Retropunk Publicações - 39,90 (Físico/Pré-Venda) RPG solo, onde você controla um grupo de 4 aventureiros por calabouços modulares, rolados aleatoriamente. Sistema simples, usa somente D6. Uma grande influência de Darkest Dungeon
- Knave - Pensamento Coletivo - 19,90 (Físico) Criado pelo youtuber Ben Milton do canal Questing Beast, com grande foco na Renascença Oldschool, é um jogo minimalista, onde seu personagem é que ele porta. Tabelas aleatórias para criação de personagem e itens, com o objetivo de tirar as regras da frente e tirar o peso das mecânicas e colocar a responsabilidade sobre o jogador e o mestre
- Maze Rats - Gentle Ogre - 20,00 (Físico) Outra criação do Youtuber Ben Milton, seguindo na "pegada" minimalista com grande influência da cena OSR.
Bônus: Material Nacional
Espadas Afiadas & Feitiços Sinistros (Sharp Swords & Sinister Spells) - Pensamento Coletivo - 29,90 - Físico Ainda que seja brasileiro, Diogo Nogueira é um nome que circula muito na Renascença Oldschool Norte-Americana. Sistema OldSchool , simplificado, três classes. Tabela de geração de nomes de aventuras, NPC's, enredos e mais!
Old Dragon - Buró Brasil - 89,90 (Livro Básico - Físico) Criado em 2013, no princípio do que viria a ser a "Renascença da Velha Guarda", mistura elementos de D&D 1e, 2e e, até mesmo 3e. É um Retroclone, com algumas divergências, tendo regras e variantes próprias, retiradas de diversas edições de D&D e inspirações de outros sistemas. Capa Dura, excelente formatação. Oferece criação de personagens, um pequeno bestiário e dicas para o mestre (com diversas expansões e adendos que podem ser adquiridos separadamente. Possui bastante material de suporte, nesta faixa de preço ou mais barata)
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2020.11.09 05:24 carol-pipiu Minha cachorrinha morreu durante a quarentena

Quando eu tinha 8 anos, eu ganhei de meus pais uma poodle linda chamada Mel e desde então ela se tornou minha grande companheira, irmã, filha (sensação indescritível de completude) eu simplesmente nunca me sentia sozinha porque eu tinha ela comigo sempre. O tempo foi passando e com certa idade eu entendi que a vida dos cachorrinhos é mais curta e que a perspectiva de mel era de uns 12 a 16 anos. Fiquei triste com a notícia mas o que eu poderia fazer? Não tem como controlar o fluxo natural da vida né? Mas tudo bem, ela ainda era tão bebezinha que eu deixei isso pra lá. O tempo foi passando e quando Mel fez 11 anos ela mostrou o primeiro sinal da idade: demonstrou dificuldade de andar em virtude de dores na coluna. Fizemos todo o tratamento certinho e graças a Deus ela ficou bem. Sempre foi muito mimada e tratada como uma filha na minha casa, qualquer problema que ela tinha, agíamos com prontidão pra socorrer, talvez por isso ela tenha tido uma vida 'longa'. Com 14 anos, ela foi diagnosticada com câncer de mama, eu fiquei apavorada, achei que era o fim, não soube como proceder, chorei tanto.. Ela fez uma série de exames e por sorte ainda dava pra operar e remover o cisto. Devidamente operada, ela foi pra casa onde viveu bem e com muitos mimos até os 16, que foi quando apareceu um nódulo na região equivalente à axila. Levamos ela ao veterinário, que constatou que não se tratava de câncer e sim de uma inflamação. A bichinha se submeteu a punção e remédios fortíssimos, principalmente o antibiótico. Por conta disso, ela não aguentou e faleceu. Foi muito duro pra mim ver a cena dela partindo, eu ja tinha pensado nisso tantas vezes ao longo da minha vida, mas quando acontece de verdade é muito pior, pq não tem mais jeito. Eu ficava me perguntando como seria levá-la pelo elevador ate o carro: e se entrasse alguém e me perguntasse o que ela tinha? Eram tantas perguntas que eu me fazia antes "será que vai ser de manhã ou de noite?" "será que eu vou chorar?" "será que eu vou superar rápido?" mas na hora nada disso me importou, eu só quis deitar la no chão com ela, me despedir, orar, entregar a alma dela a deus, agradecer pela melhor companhia da vida e decidir entre enterro ou cremação. Escolhi cremar pra colocar as cinzas em algum lugar que eu e minha família gostamos muito: uma plantinha da casa da família, assim vou sentir que ela sempre vai estar conosco. Já se passaram 5 meses e 2 dias desde que aconteceu o fato e eu ainda sinto tanta saudade dela, fico me perguntando como a vida pode juntar duas pessoas de forma tão incrível e perfeita e simplesmente separar como se isso não fosse nada. Eu torço de verdade, com todo meu coração, para que exista um além onde eu possa encontrar ela de novo em um futuro distante. Eu sou uma completa fã daquela cachorrinha fofa. Eu espero que todo o amor que eu tenha dado pra ela tenha sido o suficiente, espero ter dado uma vida boa e confortável pra ela. ♡︎
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2020.11.08 15:55 TapiocaPensativa Eu sinto que preciso me distanciar de um amigo próximo meu, mas tenho medo da reação dele.

Então, tem esse cara que é um amigo meu de longa data, a gente já passou por muita coisa juntos e sempre fomos amigos íntimos. Eu gosto muito dele, mas de um certo tempo pra cá a nossa relação vem ficando exaustiva, pelo menos pra mim, pois adotamos uma rotina onde toda noite nós passamos juntos em chamada de voz, conversando, assistindo, jogando, etc. Claro que eu acho divertido passar um tempo com meu amigo, mas eu não sou mais capaz de manter essa rotina. Eu já tentei conversar sobre o assunto com ele antes e a resposta foi super negativa, ele se desesperou e rejeitou fortemente essa possibilidade. Ele é uma pessoa um tanto solitária e se deixa depender muito de mim pra ter alguém que converse com ele no dia, sempre diz que passa o dia sem fazer nada, me esperando acabar meus afazeres pra gente conversar, porque ele não se interessa em mais nada, até mesmo em tentar fazer novos amigos. Óbvio que eu não quero meu amigo sofrendo com a solidão, mas essa relação de dependência que se criou eu não posso sustentar mais, eu venho acumulando cada vez mais responsabilidades, eu passo boa parte do dia ocupado e o único tempo livre que eu tenho, que seria de noite, eu não estou conseguindo usar nem pra cuidar de mim mesmo, pois "tenho" que passar sempre a noite fazendo companhia a ele, se não ele fica triste, reclama, as vezes até começa a conversar comigo como se estivesse com raiva ou mesmo desinteressado. Além disso, ele é bastante ciumento, nunca brigou comigo de fato por causa disso, mas é nítido o incomodo que ele sente quando eu estou falando com alguém que não é ele e sinceramente isso me incomoda bastante. Sempre fica me acusando de estar perdendo interesse nele, me fazendo perguntas detalhadas sobre o que eu fiz durante o dia, como se eu estivesse fazendo algo de errado e escondendo dele, sendo que não estou, eu só estou interagindo socialmente com outros seres humanos, mas pra ele isso parece o pior crime possível a ser cometido. Já passei por relacionamentos abusivos antes e ciúmes é um dos comportamentos que mais me trouxe problemas nesses casos. De novo, volto a falar que gosto muito desse cara e desejo tudo de bom pra ele, já passamos por muito juntos e sempre nos ajudamos em momentos difíceis, eu sou muito grato por isso. Mas é que o rumo que essa relação tomou tá me desgastando e muito, sinto que se continuar assim eu vou entrar em colapso, eu já não tenho tempo direito nem pra cuidar das minhas coisas. Eu tenho meus problemas pessoais, tenho outros relacionamentos que precisam de atenção também, tenho minhas responsabilidades e metas pra alcançar e muitas outras coisas, ter essa responsabilidade de satisfazer as necessidades do outro sempre é mais do que eu posso aguentar, é mais do que eu consigo oferecer. Me sinto preso, queria encontrar uma saída pra essa situação que ferisse menos os sentimentos do meu amigo, mas que me permitisse ser livre também. Eu entendo que ele tem causas e condições que o levaram a agir desse jeito comigo, eu sei que ele tem medo de ficar sozinho, que ele é muito emotivo e sensível, eu faço o meu melhor por ele, mas ele não pode mais depender de mim e eu não posso mais servir como esse "porto seguro" pra ele, isso simplesmente não funciona pra nenhum de nós dois. Não quero deixar de falar com ele, só quero assumir que não dá pra gente continuar nossa amizade do jeito que tá, eu preciso seguir em frente, trilhar meu próprio caminho, independente de qualquer um.
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2020.11.08 04:19 DavidDBurkhart Perdido sem saber oque faço.

Bom, não sei muito bem por onde começar, mas sei que eu preciso desabafar, sempre tive a vontade de ir a um psicologo mas sempre tive alguns problemas com isso, mas pretendo encontrar algum após toda essa pandemia acabar.
Realmente sinto a falta de alguém para conversar algumas coisas, tenho meu pai, mas infelizmente ele está passando por uma fase de ser MUITO religioso a ponto de qualquer coisa que eu fale ele me diz para conversar com Deus, peça a Deus e todo esse papo religioso, tenho uma certa crença no deus cristão mas me considero agnóstico.
Tenho minha irmã que sempre foi boa comigo e cuidou de mim desde muito novo quando nossa mãe nos largou, não tenho palavras para agradecer a ela que largou tudo por mim, e é apenas isso que me motiva, tentar trazer algo melhor para ela, tentar recompensar ela de alguma forma.
Mas oque eu realmente queria dizer aqui é que, eu cansei de ser quem eu sou, nunca tive problemas em ser pouco sociável estava tranquilo com essa minha decisão.
Mas eu cansei disso, vou fazer 20 anos e to em um emprego que eu GOSTAVA mas ja to de saco cheio disso, ganhar pouco, atender cliente chato, fazer coisas chatas, mas tudo bem né, todo emprego eu imagino que seja assim
Quando eu paro pra pensar oque eu quero fazer não me vem nada na cabeça que eu goste, acabo achando tudo muito chato no final, muito tedioso, tudo mesmo, até oque eu mais faço que é jogar, eu acho tedioso fazer isso de uma forma mais "profissional".
Ja tentei fazer varias coisas, tentando por 1h, 1 dia, 1 semana, 1 mês, sempre forçando algo, eu tento, tento mesmo, mas nunca desperta algo em mim que faça eu realmente querer fazer aquilo, mesmo eu sabendo que não posso escolher oque quero, sabendo que eu apenas tenho que fazer algo, mas não consigo, fico estagnado, sempre chega uma hora de algo que eu estou tentando fazer e simplesmente não consigo mais.
Me lembro de algumas coisas que eu li, dizendo para encontrar algo que goste de fazer e se entregar ao máximo naquilo, mas esse é todo o problema, eu não faço a minima ideia do que pode ser feito, mesmo que seja algo MUITO alem da minha imaginação, sempre fui muito pé no chão, sem sonhos não reais, e até mesmo por isso já pensei em muitas coisas que são fora de minha realidade mas por mais irreal que seja, não encontro nada.
Bom, eu sempre tive problema com disciplina, e eu acho que esse é o meu maior problema, sempre fui um procrastinador nato.
Mas desde o ano passado que eu venho tentando mudar isso. ano passado fiz CESEC e consegui concluir uma parte dos estudos no final de 2019 e estava para terminar o resto nesse ano e por um pouco de procrastinação e falta de sorte, bum, quarentena adiou meus planos de tentar concluir os ensinos esse ano e tentar fazer algo presencial para tentar aprimorar minha disciplina.
E como eu deixei isso aconteceu comigo?
Desde muito novo eu não gostava de ir a escola, e meu pai que estudou apenas até o quarto ano nunca fez muita questão de eu ir a escola, então quando eu dizia que não queria ir ele sempre deixava, não culpo meu pai por isso, sei que é culpa minha, mas poxa, eu tinha 07 - 09 anos, acho que a maioria das crianças não gostam de ir pra escola nessa idade, então eu fui criando essa falta de disciplina.
Fui reprovado um ano por causa das faltas que eu tive, e no ano seguinte, em junho/julho acabei perdendo mais um ano por causa do falecimento da minha mãe, mesmo que ausente na minha vida, o pouco convívio que eu tinha com ela beteu um pouco forte.
Apos isso minha outra irmã por parte de mãe me convidou para morar com ela e estudar, meu pai aceitou, eu aceitei e foi muito bom, eu adorava a nova escola, adorava os amigos que eu tinha la foi uma experiencia muito boa, que eu sinto muita falta de não ter continuado estudando la, após 2 anos morando com minha irmã eu voltei para a casa do meu pai, voltei a estudar na escola na qual eu estudava quando mais novo, e não demorou muito para eu voltar pra minha rotina de faltas, porem desta vez fui mais moderado não faltando muito para poder passar de ano.
Sempre tive muita vergonha da minha casa, pois não é muito bem uma "casa" e para mim, criança/adolescente não era muito legal pensar em chamar algum amigo para ca, ou algo assim fazendo com que eu não tivesse um vinculo fora da escola com algum amigo.
Um amigo muito próximo meu teve que sair da escola e eu acabei ficando muito sozinho, naquele tempo eu infelizmente não tinha o pensamento de hoje e como eu ja não gostava de estudar, isso fez com que eu fosse parando de ir cada vez mais, até que eu parei de ir a escola e nunca mais voltei. assim que eu sai eu tinha contato de alguns "amigos", mas que foi se perdendo, por culpa minha, insegurança, autoestima, essas coisas.
Ficando cada vez mais fechado e caindo na rotina de trabalho/casa, e como eu disse acima, eu estava tranquilo com isso, até um tempo pra atrás que eu percebi oque eu avia perdido, perdi toda uma adolescência, socializar, sair com os amigos, uma namorada ou algo assim, e isso bateu muito forte em mim, percebi tudo oque eu avia perdido e agora eu me encontro aqui, 19 anos ainda virgem (mas considero isso o menor dos meus problemas, não fico muito nessa paranoia), sem nenhum amigo ou colega, sem a minima noção do vou fazer da minha vida seja em trabalho ou pessoal e financeiramente fodido sem poder contar com pai ou família.
E eu não sei oque faço, parece que a cada dia isso vai ficando maior e maior, só vai aparecendo problemas em cima de problemas e eu não faço a minima ideia de onde começar pra arrumar toda essa cagada que eu construí.
Essa é a primeira vez que eu "falo" sobre isso de alguma forma e só de ter escrito esse texo ja sinto um certo alivio de finalmente esta desabafando isso.
Desculpa ae pelo textão e os erros no português.
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2020.11.08 02:11 the_loneliestnumber Certos desfechos me mataram um pouco.

Cara, sabe como é. É algo difícil de explicar, mas acho que alguma coisa em mim morreu. Tipo, a gente se envolve com certas pessoas, já namorei 5 vezes na vida e a gente sempre tira algo dos namoros. Algumas são coisas boas, algumas das minhas ex-namoradas viraram grande amigas, o que é bacana, mas o resto destruiu alguma coisa em mim muito fundamental. Aquela empolgação de conhecer pessoas , aquele desejo de viver algo de novo. Lembrar desses namoros é o tipo de coisa que tira completamente a minha vontade de me relacionar de novo. Tava no Tinder agora, acabei chegando no perfil de uma ex que foi um inferno na minha vida e olhar pra cara dela me deu vontade de sumir da face da terra, porque ela me lembrou de como as coisas podem dar errado.
O que eu quero dizer é que eu acho que algo morreu em mim. Aquele sentimento de se maravilhar com uma pessoa e se interessar de verdade; realmente querer encontrar alguém. Foi assassinado. Agora eu só consigo ver as pessoas como passatempo, eu conheço alguém novo e já penso no fim, já penso que ela vai enjoar de mim ou achar alguém melhor, já penso que nem vale a pena me apegar mais. Então eu não me apego, eu só parto pra próxima e pra próxima e pra próxima. Que saco. Morreu. Aquele cara que queria amar, morreu. Eu tô morto.
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2020.11.03 03:18 inmaskin Eu perco o interesse fácil

Uns dias atrás, eu e minha mãe estávamos conversando sobre a minha irmã e como ela é iludida facilmente por homens. Até hoje que eu saiba, todos os caras com quem ela se envolveu, acabou machucando ela de alguma forma, e esse era o assunto. Aí minha mãe falou que isso é coisa da vida e que as pessoas te iludem e a gente tem que se acostumar com isso. E foi nesse ponto que algo me tocou.
Quando ela falou isso, eu me dei conta que eu fui esse tipo de cara, que brinca com os sentimentos das pessoas, com duas garotas que eu conheci no Tinder com quem eu me envolvi recentemente. Há um tempo atrás, eu vi um post aqui de alguém desabafando falando de sua raiva por pessoas que iludem as outras, as vezes usando até seus problemas como desculpa pra isso, e eu lembro que quando li isso, parecia que era pra mim.
A primeira delas era tipo, uma pessoa incrível, foi a menina mais especial que eu conheci no Tinder (o que eu não imaginava encontrar lá). A gente saiu e foi bem daora, ela era bem tímida e eu que tive meio que controlar a situação kkk, mesmo não sendo bom nisso, e isso me encantava nela. A gente marcaria de sair de novo, porém ela morava um pouco longe de mim e a rotina dela era bem fechada, ela fazia uns cursos e não sobrava muito tempo, mas não era nada que não seria fácil de lidar. Por conta disso com o tempo eu simplesmente me afastei e não respondi ela no Wpp, sem dar motivo eu só sumi, e isso foi há um pouco mais de um ano. Eu sinto que eu perdi uma chance de poder ter alho com uma das melhores pessoas que eu conheci.
A segunda, era super bem humorada, uns três anos mais nova que eu, mas já era até madura pra idade dela. Eu conheci ela na época que eu ainda conversava com a primeira, e conhecer ela também foi um motivo pra eu deixar de falar com a primeira. A gente saiu e conhecer ela pessoalmente foi bem melhor que nas redes sociais. Depois desse encontro, a gente ainda conversou bastante e até tentamos nos encontrar de novo, mas nunca dava, nossa disponibilidade nunca era compatível, o que me desanimou bastante. E depois da pandemia nossa relação só foi decaindo, até chegar um ponto que esses dias eu não respondi a última mensagem dela, sumi e virei só mais uma visualização no status do Whatsapp.
Eu não me sinto nem um pouco bem com isso, muito pelo contrário, e eu sei que pra mim mesmo eu uso meus problemas comigo mesmo pra justificar meu sumiço, e eu sei e consigo ver claramente que eu sou o problema, que minha falta de interesse repentina e falta de empatia é que causa isso. Vendo como minha irmã está se sentindo ultimamente por conta de outro cara, fez eu me perguntar como essas duas garotas estão se sentindo ou como elas se sentiram por minha causa. Eu até tentei por algum tempo nem pensar nisso, mas eu só tava tentando esconder o fato de eu poder ter cagado na vida e no psicológico de alguém por conta das merdas que eu sinto, mas que ainda são problemas meus.
Pedir desculpas não adianta, como eu vi nesse posto que eu citei, e nada que eu fale ou que eu faça vai mudar o fato de eu ser um merda que sai da vida de pessoas achando que vai ficar tudo bem, sendo que não vai. Hoje eu percebo isso e em muitos dias eu me odeio só de pensar que talvez (eu espero que não) eu tenha feito pessoas que nem tem a ver com o que se passa comigo, sofrerem. Independente do que eu fale com elas ou comigo mesmo, nada vai mudar, pelo menos não mais.
Hoje eu sinto como se eu não merecesse alguém, e eu tenho medo de voltar a fazer o mesmo. Eu comecei a me envolver com outra garota, e eu gosto dela, mas por uns motivos, já tem uns dias que a gente não se fala, e eu começo a pensar que eu tô voltando a fazer o mesmo, então o pensamento de que eu deva ficar sozinho começa a me perturbar. Enfim, as vezes é difícil dormir comigo mesmo.
Eu não sou nenhuma vítima e nem quero ser egocêntrico demais, então qualquer crítica ou xingamento, vai ser normal pra mim, eu mesmo já faço isso sempre. Eu só precisava falar isso pq tá me sufocando cada dia mais.
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2020.11.02 05:04 meioautista Ajude a descabaçar uma pessoa com traços de Asperger

TLDR: Eu tenho dificuldade em me relacionar com as pessoas e queria saber como consigo transar com alguém, no início do ano eu fiz um perfil mais comum no tinder e consegui perder o bv, parece ser bastante para alguém que tava zerado mas ainda me sinto bastante longe do objetivo, agora que a quarentena tá mais frouxa tentei criar um outro perfil mais honesto e direto no tinder do tipo "sou meio autista e só queria perder o cabaço" sem fotos do rosto, mas só recebo likes de homens com perfil de mulher ou de gente muito longe, será que consigo algo como no primeiro perfil se colocar fotos normais do rosto com essa bio mais direta ou vou estar me expondo muito?
Oi, venho aqui hoje pedir uma ajuda para essa comunidade com uma coisa que me incomoda de vez em quando, por conta de uma série de motivos nunca consegui transar com ninguém, sou homem e já tenho 23 anos.
A primeira dificuldade com certeza é minha personalidade peculiar, me sinto muito bem sozinho e relações com outras pessoas para mim sempre foram jeitos de não parecer tão alien e ter uma convivência facilitada nos meios sociais, me dou bem com as pessoas e por isso consigo alguns atalhos na vida tipo ser indicado para um estágio, ou ser uma pessoa que os outros gostem de ter por perto para conversar, mas isso para mim sempre foi trabalho de muito esforço de tentar ser normal, eu não necessariamente gosto de agir assim, na verdade sempre chego em casa muito cansado por conta disso. Já a segunda dificuldade é algo mais concreto, vivo com minha família numa casa bem pequena e por isso nunca tive a liberdade de poder transar com alguém aqui, não que eu conseguisse isso mas acho que vocês entenderam.
Eu não vejo muito sentido em mentir, e em toda roda de conversa que eventualmente vai para o sexo acabo dizendo sem problemas que nunca transei (isso quando questionado, já tenho o molejo social de não sair dizendo toda a verdade o tempo todo). E por algum motivo sempre me incomodou o jeito que as pessoas lidam com isso, "Como pode um homem sem ligação com religião de quase 25 anos nunca ter feito algo tão básico?" de todas as peculiaridade que eu tenho parece que essa é uma das que quase sempre me fazem sobressair em relação aos outros e parecer um alien.
Quando eu tenho um objetivo normalmente invisto bastante tempo nele a fim de ficar bom, então coloquei essa ideia na minha cabeça "quero transar antes de me formar", isso foi no início desse ano quando baixei o Tinder e comecei a melhorar o meu papo, consegui uns encontros antes da pandemia mas tive uns problemas tipo: 1) Dificuldade enorme em entender sinais 2) Bloqueio físico de agir de acordo com sinais e não sobre o que está sendo dito 3) Não morar sozinho.
Primeiro fiz um perfil mais normal só sugerindo ir na praia ou algo assim e foi com esse que eu consegui os encontros, para minha surpresa o primeiro foi com uma menina um pouco parecida comigo, ela era introvertida e parecia bem tranquila, tivemos uma tarde massa na praia e fui para casa, conversei com ela umas vezes depois online e ficou nisso. Eu me senti completamente esquisito e travado fisicamente de ter qualquer iniciativa como dizem, eu não entendo o conceito da pessoa querer ficar com outra sem explicitar isso, como na bio dela tava que ela queria amizades eu fui nesse intuito mesmo, para tornar algo mais normal eu sair com mulheres, depois uns amigos ficaram me falando que tem uma série de códigos mas eu desisti de entender isso, a coisa que eu mais odeio é ser desconfortável pros outros, e parece que faz parte de ter iniciativa talvez lidar com isso.
O segundo foi uma série de encontros na verdade porque a mulher parece que gostou de mim, ela não era da minha cidade e tava aqui apenas por uma semana com uns familiares. Eu basicamente repeti o primeiro encontro e cheguei em casa meio desanimado por que eu não parecia estar evoluindo nessa trava. Mas ela me chamou para sair outras 3 vezes, e na última ela finalmente perguntou se tinha algo de errado comigo porque ela não cansava de me dar "sinais" e eu não fazia nada, expliquei para ela um pouco e ela decidiu me pegar por conta própria, foi com ela que eu perdi o BV, a menina ficou me pegando por uma hora em público e eu meio desconfortável apesar dela beijar bem. Não rolou nada mais que isso porque já era o último dia dela e não tínhamos privacidade, e foi ai que eu fiquei meio bravo com a minha falta de prática, eu fiquei tremendo como um galho quando ela começou a avançar para as minha partes baixas quando a pegação ficou mais caliente, sinal de que preciso sim de alguma prática nisso.
Enfim, aí veio a pandemia, segui usando o Tinder para melhorar meu papo mas sem encontrar ninguém (tiveram umas duas doidas que queriam encontrar mesmo na quarentena) e agora com a quarentena mais frouxa me sinto sem prática e criei um perfil novo um pouco mais direto, sem fotos do rosto e com algo do tipo "sou meio autista e só queria perder o cabaço", mas só recebe like de homens em perfil de mulher ou de gente de longe, pensei em fazer um perfil com fotos normais e essa descrição mas não sei se estou me expondo demais.
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2020.10.31 18:49 neo_beep Alguém mais sofrendo com o tédio durante a pandemia?

Como trabalho de casa e nos finais de semana não tem muito para onde ir fico enlouquecendo de tédio. Apesar de bares e outros estabelecimentos estarem abertos não acho correto me expor ao vírus.
Eu joguei todos os jogos que eu tinha na minha lista da steam. Joguei tanto que estou sem vontade de jogar novos jogos, vou esperar o cyberpunk que realmente quero jogar.
Livros eu li todos que estavam atrasados. Tá praticamente impossível encontrar um filme ou série que me prenda por muito tempo. Acho que estou cansado de ficar em casa. Eu até vou até uma praça do lado de casa mas é só isso.
Hoje mesmo, tô sentindo um tédio profundo e não tenho absolutamente a mínima ideia do que fazer.
Tentei novos hobbies tipo curso de barista que fiz on-line, achei interessante e hoje faço vários tipos diferentes de café. Tentei também começar a desenvolver um aplicativo que venho planejando faz tempo, porém eu passo a semana inteira programando no trabalho e fico desmotivado a programar no fim de semana.
Enfim foi meio que um desabafo, alguém tem alguma dica ou está passando por algo parecido?
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2020.10.31 17:25 SmartFC Pedido estupidamente específico ao sub

Olá, malta, tudo bem?
O Natal está a chegar de mansinho, e com isso, comecei a lembrar-me de quando tinha o hábito de procurar brinquedos para pedir de presente, nomeadamente em locais como a Toys R Us - o que me leva ao tópico em questão.
Vinha pedir-vos se alguém aqui no sub, por alguma razão, alguma vez tirou fotos ao interior de uma Toys R Us antes da sua renovação (pontos bónus se for da loja do Almada Fórum e do Colombo, que são as que conheço). No Google não consigo encontrar nada para além das fachadas, e além disso, sinto que as lojas atuais (especialmente a de Almada, que cedeu lugar a uma loja da Primark e ocupou outro espaço) não conseguem replicar a sensação de procurar um brinquedo novo nas lojas antigas (ou sou eu que já passei dessa altura, ou, mais provavelmente, ambos). Qualquer coisa é melhor que nada, a sério!
Eu sei que é um pedido estúpido, e provavelmente não vai dar em nada, mas gostava de poder recordar algumas das minhas memórias já algo desfocadas, só isso :)
Cumprimentos, e cuidem-se!
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2020.10.29 14:46 KenzilRay Meu Primeiro Desabafo

Bom dia galera, tudo bem?
Tenho 21 anos e eu sou novo aqui, na verdade sou novo no Reddit em geral, e eu gostaria de desabafar um pouco com vocês, já vou adiantando minhas desculpas pelo texto longo.
Em Junho desse ano eu conheci uma menina pelo Tinder, e coincidentemente ela é da minha sala na faculdade, (estamos no primeiro ano, e como só tivemos aulas presenciais até Março, não deu pra conhecer muito bem o pessoal da sala). Bom, ai o caminho ficou fácil, eu procurei o WhatsApp dela no grupo da sala, e começamos a conversar por lá, e a gente se deu super bem, conversávamos o dia todo, sobre a faculdade, sobre o nosso cotidiano, sobre nosso problemas, enfim, sobre os mais variados assuntos, dava pra ver que ela tava afim de mim, assim como eu tava afim dela, mas infelizmente a gente não podia sair, nem se encontrar, por conta da quarentena estava tudo fechado, e tanto ela, como eu, estava levando isso a sério.
Bom galera, depois de uns dias conversando, eu percebi que ela estava totalmente diferente comigo, ela demorava horas pra me responder, e não me tratava como nos dias que a gente se conheceu. Isso me incomodava, mas eu sabia que não posso ficar cobrando isso de uma pessoa que sequer nem vi pessoalmente, então eu deduzi que ela estava passando por alguns problemas pessoais. Só que chegou num ponto que eu não aguentei mais, e resolvi perguntar a ela o que tava acontecendo, e resumidamente, ela tinha me dito que queria ir com calma em relação a tudo, pois passou por recepções recentes e não queria ser iludida novamente. Eu entendi o lado dela, até porque a gente não deve ficar forçando nada, tudo tem que acontecer de forma natural.
E desde esse tempo pessoal, vínhamos conversando como amigos pelo WhatsApp, as vezes conversávamos o dia todo, as vezes ela demorava pra responder, mas ela nunca me tratou mal, sempre foi gentil comigo, sempre puxava assunto e me chamava pra conversar, chegamos até fazer trabalho da faculdade juntos, eu senti que rolou uma identificação ali, entendem? Dava pra notar que ela gostava da minha companhia.
Só que a tragédia mesmo aconteceu no começo desse mês KKKKK Eu resolvi tomar uma atitude e falei que eu tava afim de uma conversa olho a olho, sair pra algum barzinho, lanchonete, restaurante, enfim, o lugar não importava, eu só queria conhecê-la melhor, sem segundas intenções. Galera, ela mandou um texto gigantesco, gigantesco mesmo, mas vou resumir aqui pra vocês: Ela disse que não sentiu o suficiente pra tentar um relacionamento, que eu posso ter criado um sentimento que não seja exatamente por ela. Ela também me disse que a gente pode dar certo lá na frente, mas que agora a gente não se identifica pra isso. Pra finalizar ela contou que tava gostando de um cara que não saber o que quer e que sempre vai e volta na vida dela.
Isso me deixou abalado de uma forma inimaginável gente, mas ela disse que se eu quiser, eu posso chamar ela pra continuar a amizade, ela só pediu um tempo pra eu me recuperar e acabar com esses sentimentos. E hoje pessoal, eu continuo decepcionado com o que aconteceu, eu sinto muito a falta da companhia dela, das mensagens, dos assuntos. As vezes eu me arrependo de ter dito tudo aquilo pra ela, pois hoje parece que a gente nem se conhece mais..... mas por outro lado, eu não iria saber que ela gosta de outra pessoa entendem?
Isso tá afetando no meu dia a dia, no meu desempenho no trabalho, nas aulas online, e nessa quarentena parece tudo ficar intenso, eu choro sozinho, sinto saudades, fico carente esperando por uma mensagem inesperada, eu sinto um vazio muito grande. Eu cheguei a responder alguns stories dela (podem me chamar de trouxa gente, porque eu sou mesmo), e ela respondeu com muita gentileza, como se nada tivesse acontecido, mas eu não prolonguei muito a conversa, porque eu só iria ficar me machucando ali... e não é isso que quero para mim!
Gente eu gostaria de saber o que vocês fariam no meu lugar, se vocês chamariam depois pra continuar a amizade ou não? Mais uma vez me desculpem pelo texto longo, não sei se alguém vai ter coragem ou o tempo suficiente pra ler e responder tudo isso, mas eu precisava desabafar com alguém....
Obrigado!
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2020.10.29 10:18 nofimnaime Palavras Somente.

Eu não aguento mais conversar comigo mesmo, e como não tenho mais pessoas para isso, essa é a melhor solução. Minha vida só desanda, e desde 2017 eu não consigo segurar as pontas, tive perdas que até hoje me doem, e escolhas nas quais eu me arrependo toda a noite antes de dormir. Consegui afastar esses pesos algumas vezes durante esse tempo, mas ele volta com mais carga, cargas atuais, e isso sempre vem a calhar na semana do meu aniversário. Mas esse peso não é a dor que quase me fez ser atropelado no meu aniversário ou a entrar em pânico na frente de um mercado. Uns meses atrás conheci uma pessoa, e eu naquele momento só queria sair com alguém, aproveitar uma nova amizade e ter aquele lance casual, era só isso, eu estava no meu canto escuro do quarto, já acostumado com esse peso no meu peito, e não queria mais dor de cabeça. E infelizmente eu conheci ela, eu não dava nada pra aquela desgraçada, as mensagens trocadas porém, me fez sentir algo por ela, aquele tipo de sensação "Ok, quero ser seu amigo", e desse jeito eu descobri que ela também não estava bem, tinha acabado de sair de um relacionamento complicado de 5 anos (3 anos de namoro, mas já sofria por 5 anos), e eu botei aquilo na minha cabeça, só queria ter uma pessoa pra conversar, conviver e aproveitar tudo que dava, e depois de uma longa espera de dois dias de conversa, resolvemos se encontrar, morávamos perto do outro, na qual no meio do caminho tinha um parque, perfeito meio termo para ambos, e quando eu vi ela, tudo que eu tinha montado sobre ela mudou. Aquele mesmo sentimento que você olha e admira aquela pessoa no trem, acha tudo incrível e pensa "e se...", o diferencial mesmo foi já conhecer ela, e a cada detalhe, conversa e risadas daquele dia, eu tive a infelicidade de nutrir um sentimento por ela... Não demorou muito para as coisas rolar entre a gente, tínhamos um entrosamento perfeito, e estávamos lá, indo pra minha casa no nosso primeiro encontro, e o que eu achei disso? Eu realmente tinha me apaixonado pelo brilho do olhar dela, o sorriso dela me trazia pás e a voz dela me acalmava, era tudo que eu queria até o momento, chegando lá ela me explicou que o ex relacionamento dela ainda pesava naquele momento, lógico que eu me desapontei um pouco, mas era apenas uma apaixonisse de momento, dava para reverter, e fiz o que tinha que fazer, falei que não iria servir de ponte para ninguém superar ninguém, acabou que ela dormiu na minha casa... Foi uma das melhores noites da minha vida? CLARO PORRA, E AINDA ELA FOI A PROTAGONISTA DE UMA DAS CENAS MAIS MEMORÁVEIS DA MINHA VIDA. No outro dia, conversamos ainda mais, e na dúvida que eu estava, esperei pelo movimento dela, pra mim tudo é um jogo, cada detalhe e ação conta, e o turno dela foi pedir um Uber pra minha casa, pra passar outra noite comigo, e ela estava incrivelmente linda... maquiada com uma delicadeza... vestido que abraçava a arte corporal dela... e a boca que porta o melhor dos sorrisos...
Foi nesse momento que eu cometi o maior erro de todos, depois de uma noite incrível (outra), eu falei que queria ela pro resto da minha vida, ela ainda estava afetada pela outra, mas o coração dela já sentia alguma coisa por mim, além do relacionamento passado dela, tinha a minha ex...
E então eu entro no meu primeiro inferno.
Sim, é isso mesmo que você está pensando, 4 dias de conversa e eu já estava pedindo ela em namoro, eu não conhecia ela direito, e muito menos ela me conhecia, só que aqueles momentos foram ótimos, e foram por bastante tempos, mesmo com autos e baixos, só que cada vez que ela deitava no meu peito, e a gente conversava fica mais nítido que os dois se amava, e saiu dela, o primeiro "te amo", na qual terei a dor de nunca esquecer, e foi assim que depois de 6 dias de conhecer ela, resolvemos entrar em um relacionamento, depois dela ter completado um mês de sair do dela, e eu de ter tentado incontáveis vezes de retorna com minha ex. Aliás, minha ex... todos nós temos problemas, e o problema dela sempre foi se depender demais de mim, morávamos juntos, e depois de perceber que a gente não daria certo, terminei e voltei pra casa, porém ela era destruída psicologicamente, uma vontade de suicídio constante, e eu tinha medo de isso se torna uma realidade, mesmo terminando com ela, a moça nunca deixou de ter minha importância, antes de sermos namorados, eramos amigos, e isso não acabou, sempre vou me importar com ela, como a grande amiga que ela é. E nossa protagonista não entendia isso, até tentou compreender a gente guardar por um tempo, mas ela queria nos anunciar para o mundo... E no começo eu não entendia o "pra que?" só tentava explica que isso poderia acabar com a vida de uma pessoa, e depois de uma semana nisso, se encontrando todos os dias com ela, resolvi conversar com minha ex. Expliquei pra ela o que estava acontecendo, e que eu tinha encontrado outra pessoa, que não queria perder o contato dela, sendo ela uma das pessoas mais importantes da minha vida, acabou que minha ex entendeu, e ficou ressentida, ela sentia muita coisa, e queria voltar... mas ela seguiu o caminho dela e me deu apoio, ela simplesmente me queria feliz, era só eu correr pro abraço da minha então amada e vocês teriam lido o começo de uma linda história de amor...
E então eu senti pela primeira vez a chama silenciosa do primeiro inferno.
A pessoa cujo eu já chamava de "Vida", não achou isso o bastante, mesmo já declarando nosso namoro, ela queria mais, pediu pra eu cortar contato com minha ex, vulgo melhor amiga, dizia que não daria certo e me pressionou a prometer isso pra ela, e nesse meio termo, eu tive que ver ela tentando reconstruir uma amizade com a ex dela e falhando miseravelmente no mínimo, mas BELEZA, segui deixando a minha ex de lado e fui construir o que eu queria com a pessoa que eu desejava, e nas primeiras semanas, foi maravilhoso, eramos a melhor combinação do mundo, dava pra sentir os outros casais invejando, a gente era mais entrosado que Romário e Bebeto, mais bonito que o sol se pondo em um céu laranjado, muito mais divertido que o todo o elenco dos Barbixas fundido com o Hermes e Renato, se você não entendeu que éramos incríveis, coloca todas as referências ao seu gosto que você vai entender. Só que eu descia mais para o inferno e não sabia.
Os outros níveis do inferno.
Todo mundo briga, não é nenhum erro discordar com alguém, e os lados se alterarem, mas o meu pavio estava curtíssimo... Eu não me aguentava, imagina então os erros das outras pessoas? E eu falava com ela o que me incomodava, e não era coisa básica do tipo "aí não gosto do seu sotaque" tava mais pra "você poderia falar menos putaria no meio da rua entre as pessoas?". E isso foi piorando, e eu não sou nenhum santo, muito pelo contrário, sei que errei de ter falado com ela daquele jeito, e então foi aí que o MEU jogo começou a trocar de estilo, eu percebi que tinha que mudar meu jeito, meu comportamento e minha forma de tratar algumas coisas. Sou explosivo, se tem que brigar, eu brigo, mas cara, eu não queria perder ela, e nessas foi me tocando que poderia ser melhor eu me trancar na fúria e dialogar na calma, e sim, eu me moldei a ela. Não, não errei só nisso, fiz coisas na qual eu não me orgulho e nem sei como aconteceu, porém, eu estava lá, ouvi o dela, e mudei, é um mérito meu, eu quero que você que está lendo tenha sua própria resposta para isso, pois a minha resposta é, não, isso não é um mérito, se você percebe que está errado, você muda, ok! Ok? E eu infelizmente não vou te dar um Plot Twist e falar que estamos vivendo lindamente, pois a gente desceu mais os degraus... No nível de começar a culpar o jeito no qual a gente conversava no whats para poder brigar, ela falava que eu era outra pessoa no whats, que respondia seco e era monossilábico, eu nunca vi isso, para começo de conversar, e ninguém nunca reclamou isso de mim, o que eu achei mais estranho, porém ela falou que outras pessoas que ela mostrava minha conversava concordava com ela, e tentei mudar isso, mandava mas áudio no intuito de ser mais confortável pra ela, e então chegou nosso primeiro mês de namoro...
Eeeeeh laiá, se quiserem numerar os infernos, fiquem à vontade, pois eu não tenho saco.
Eu sempre odiei isso, de mêsversario, maluco, ninguém quer saber que seu bebê feio está fazendo 8 meses, ou então seu relacionamento que ninguém liga está no terceiro mês, sabe quem se importa pro seu relacionamento, você e sua companheira, e... era importante para nós dois... pra mim pelo menos...
Chegou o cujo dia, e eu tinha planejado uma coisa simples, porém de coração. Vinho, uma pizza, janela aberta com iluminação da lua, era um momento especial na qual queria deixar ainda mais especial. Não falei nada, só deixei as coisas acontecer, e eu não sei por qual motivo, mas ela não estava me ajudando para isso (descobri depois o porquê) e meio que ficava "aí vc quer me ver ou não", meio que se não fosse óbvio que SIM, não só pela vontade de ver ela todo o dia, como pela data, e eu falava que queria, porém ela achou que faltou "vontade" nas minhas palavras, e resolveu ir em uma festa no dia que marcava um mês no nosso relacionamento, eu não acreditei, fiquei encabulado, cara, era nossa noite, noite na qual você optou por passar com pessoas que eu nem sabia quem era, e sem mais nem menos, e vamos discutir de novo... Mas dessa vez foi diferente. Fui na casa dela, já tínhamos conversado sobre o que aconteceu pelo telefone, ela falando que eu não fui direto e parecia sem vontade de ver ela, e eu explicando que não, e que ela cagou pra mim e foi pra uma festa como se fosse nada de mais... Acabou que ela me falou que estava muito cansada pra um relacionamento sério, e que achava melhor a gente dar um tempo, até ela se sentir confortável para estar em outro relacionamento... Tudo que eu queria, era não perder ela, concordei como um desesperado, porém falei que não iria aceitar algumas coisas, entramos em um consenso, e agora sim estamos felizes até agora, claro que não...
Depois desse episódio, resolvi me dedicar ainda mais, fazia tudo que dava pra ela, andava pra qualquer canto com ela, ia buscar, levava ela, talvez vocês nem acredita, mas eu mudei a direção do vento só pra ver o vento tirar o lindo cabelo dela da frente do mais belo rosto, e isso não foi o bastante. Ela buscava mais coisas para a gente discutir, com coisas do tipo "não se mexe no celular na companhia de alguém" é até verdade, mas dá pra você abrir uma excessões quando você passa o dia inteiro com a pessoa, mas eu aderi, e continuei me mudando por ela, era meu foco a melhora dela, e ter nossas alianças de volta "sim, eu comprei alianças, e ela tirou quando pediu o tempo". Mas foi aí que as coisas começaram a mudar pra mim, não vou esquecer que a gente passou mais um tempo de boas, mesmo depois dela ter pedido o tempo dela, a gente brigou muito, e nisso eu estava pensando "será que é bom pra nós dois?" só que quando a gente passava a tarde juntos, eu perdia esse pensamento, pois eu amava ela de verdade, cogitei terminar sim com ela, mas a gente conversava e se resolvia, porém foi nessa que eu percebi que só uma pessoa mudava, eu...
E então, chegamos no último inferno.
Essa epopéia estava no fim, e eu nem percebi, mas vamos logo para o último capítulo. Eu já conhecia a família dela, pelo menos a parte que ela sente alguma coisa, e chegou a vez dela conhecer a minha, meu irmão que tava em Brasília veio com a minha prima e era o momento perfeito, minha mãe ia preparar um almoço especial, chamou até minha tia e meu tio, tava tudo perfeito, só não esperava por uma coisa importante, ela não ir... Então vamos lá, bora começar uma semana antes, ela estava mal, se sentindo triste, fui na casa dela e troquei meu melhor amigo (que estava fazendo aniversário) pra ficar com ela, ele simplesmente me implorou para ir, e eu só falei "me ocorreu um imprevisto", era ela o imprevisto, e dei a força que ela precisava, beleza, no outro dia ela saiu com a amiga dela (coisa que me incomodava, já que a amiga dela incentivava ela ficar com outras pessoas, mas dessa vez, eu achei que ela precisava sair da casa dela). Só que ela ainda estava meio pra baixo, e no final de semana, especificamente sábado, resolvemos sair, ela com a galera dela, e eu com meu amigo que eu tinha furado, no domingo era o almoço, beleza, a gente conversou no whats e parou em um momento da noite, eu não me lembro do restante da noite, fiquei muito bêbado (e não, não fiz nenhuma merda de bêbado, só não me recordo de como eu voltei pra casa e que horas), acordei cedo, que é estranho, e antes mesmo de mandar mensagem pra ela, 6h ela me manda um áudio, falando que tava voltando pra casa da amiga dela naquele horário e que não daria pra ir pra minha casa conhecer minha família, eu fui destruído aí, mandei um "tudo bem", esperei até às 7h, fui no mercado comprar as coisas pro almoço, e foi isso, a cada pessoa perguntando, "Hey, cadê a sua Vida", eu simplesmente colocava um sorriso falso no meu rosto e falava "tá passando mal hoje, vai ficar em casa", no meio do almoço ela me ligou, e eu falei que fiquei mal com isso, e que não queria ver ela. E lembra que eu falei que via as coisas como um jogo, foi esse momento que eu pensei em desistir de tudo, o mais forte desse sentimento. Ela veio em casa, e me ouviu dizer que não queria mais aquilo, eu tinha cancelado trabalho pra ir ver a família dela, quando ela ficou na rua pra não ver a minha, mas eu fui fraco, aceitei as desculpas dela... A mesma pessoa que fala que desculpa não é uma palavra, e sim uma ação, e foi nisso que eu me peguei. E no outro dia, ela tinha uma entrevista de emprego online, na qual o entrevistador não foi com a cara dela (e ele foi babaca, ela foi incrível na entrevista), s acabou nela não passando, ficou devastada, e eu ainda meio chateado com ela, larguei de lado esse sentimento, e fui ajudar ela, comprei bebida, a melhor pizza que eu podia pegar (dominos é claro) pra ver ela levando o vinho que peguei pra beber com a amiga dela...
Ok...
Queria muito ver ela, e na sexta foi o dia, IRRAAAAAAAA, vou ver ela, e ela vai passar o dia comigo, vamos ter a melhor noite de todas e nada disso vai acontecer... Tirando a parte de ver ela, eu fui, e passei incrível 3h lá, a amiga dela falou que tava na bad, e pediu pra ela ir lá, e fodac eu. Mas até aí tudo bem, a garota lá precisava de uma companhia, acompanhei ela até um lugar pro Uber ficar tranquilo, e trocamos mensagem até de noite, quando ela resolveu sair... E sumiu... De madrugada (umas 5h) ela falou que a noite dela foi incrível, que conheceu um cara na qual conversou bastante, e que se divertiu muito, e isso foi as últimas coisas que ela me falou no final de semana resto de sábado, domingo e começo de segunda. Então começou a semana, fui entregar currículo já pensando "isso não está acontecendo" "deve ter uma resposta melhor", a única coisa que ela deveria fazer, era me valorizar depois da pisada de bola do almoço, e não contente, ela me pisa na com os dois pés depois, eu precisava entregar aqueles currículos, eles perderiam a data de vencimento, já que no outro dia eu teria 23 anos, e foi o pior dia do meu ano, eu tava visivelmente abalado, cheguei a vomitar no meio da rua, e mandei mensagem pra ela, pra saber se como estava, e ganhei um incrível "oi, c tá bem?". Cara eu já não tava legal, estava no meio da rua mal, e ainda ganho uma dessa, como se fosse um qualquer na vida dela, mandei um áudio pra ela, falei que não tava, que ela tinha sumido final de semana e queria conversar com ela, e sim, já ia com intensão do pior, colocar todas as coisas dela na minha bolsa, e com a pior das hipóteses já terminava ali, só que fui surpreendido... ela responde a porra do áudio com um "ah, não sei oq vc entendeu, nosso lance é casual, eu tive um final de semana cheio, virei duas noites, pipipipopopo" as lágrimas do meu rosto já estava deixando de existir com a falta de senso dela, eu simplicidade liguei e a única coisa que eu consegui falar foi "Eu desisto." Falei que ia encontrar ela e levar as coisas que estavam na minha casa, e pedi pra ela levar as minhas coisas (inclusive as alianças que ficou com ela), quando ela me chega, toda sorridente, fazendo sinalzinho com a mão, e eu não querendo acreditar, não sabendo se ela não entendeu a grandeza dos acontecimentos, ou porquê eu era só um qualquer pra ela, ela sentou na minha frente e disse "aí, eu não vou mais correr atrás de você... E blá blá blá" era uma realidade horrível, eu não estava acreditando que vivia aquilo, eu pedi minhas coisas, dei a dela, e disse tchau, e ela teve a pachorra de me perguntar se eu não ia abraçar ela, será que em algum momento ela percebeu minha expressão facial? Ela olhou pro vermelho dos meus olhos? Ou então notou o tom da minha voz? Eu cheguei em casa, destruído, e desativei tudo que poderia, graças a Deus eu ainda tenho pessoas que se importa comigo, e me ligaram, falei que ia me isolar um pouco e que qualquer coisa poderia me ligar. Foi a pior noite da minha vida, não dormi nada, e não aguentava nada, quando chegou as 7h da manhã, resolvi sair, chorando que soluçava, e fui para o parque, sentei no banco, e fiquei lá, quando a primeira pessoa me liga, me dando os parabéns (sim, era meu aniversário), eu não sabia oq falar e disse que tava ocupado, na segunda eu não consegui enganar, e percebeu minha voz de choro, falei que logo ligava de novo, e na terceira, eu desabei, era minha ex, a única pessoa que eu não esperava, ela sempre sabe quando eu não estou bem, e ela me deu um pouco de energia, me incentivou a ir pra casa, ver minha mãe, e sair com algum amigo, levantei animado, as palavras dela fazia sentido, até lembrar que a única pessoa que eu realmente queria a ligação não fez questão, e aconteceu uma das piores coisas da minha vida, eu simplesmente olhei para um carro na rua, e fui em direção a ele, a sorte que eu tive do cara ter feriado hoje eu vejo que é incrível, a sorte que eu tive de só ter subido em cima do capô dele e ver ele de tão perto atrás do parabrisa só mexendo a boca não entendendo nada que ele falava, sai de cima do carro e sentei na calçada, depois de uma longa conversa entre um grupo de pessoas, um cachorro e comigo mesmo, resolvi ir pra casa, lavei meu rosto e abri a geladeira, minha mãe tinha feito uma torta pra mim e comprado pizza pra fazer de noite, a minha relação com minha mãe é de mais ou menos pra ruim, porém naquele mesmo dia, foi ela que me viu chorar depois de me desejar sorte, sendo que quem eu chamava de "Vida" me deu o pior parabéns possível pelo Instagram.
Até hoje, dois dias depois do meu aniversário, ela não apareceu pra falar qualquer coisa, e eu realmente não quero ver a cara dela, pois eu tô destruído, até agora eu tô recebendo ligação e mensagem de pessoas que realmente se importa comigo, pedindo pra me ver, e eu não conseguindo, porque essa é a pior versão de mim, e eles merecem muito mais que isso, eu tô pensando em tanta coisa ruim agora, e minha mente tá conturbada tentando simular isso como se nunca tivesse acontecido, e eu realmente não consigo acreditar como esses poucos meses, destruíram tanto minha vida.
Você que leu isso até agora, agradeço muito por reservar esses minutos da sua vida pra esse texto, eu começar ele umas 23h da noite, e tô terminando agora 6h17, depois de parar algumas vezes, e me desculpa pelo tamanho. Eu só achei que precisava compartilhar isso com alguém.
Obrigado por ter chegado até aqui.
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2020.10.28 22:15 zonadedesconforto Coronavírus está destruindo todas as minhas perspectivas de futuro

Em janeiro, tudo tava se encaminhando para que esse ano de 2020 "desse certo". Comecei a participar de um projeto muito bacana, me envolvi com alguém que eu gostava muito... Muitos planos feitos, bilhetes de passagem aérea comprados, etc...
Até que veio a pandemia e cancelou tudo. Ok, os primeiros meses foram péssimos pra mim, precisei de ajuda de terapia pra poder aguentar esse período de isolamento e suas muitas crises de ansiedade... mas com o tempo, tudo foi passando, o número de casos no meu estado foi diminuindo, comércio reabriu...
Porém, vendo a situação da segunda onda na Europa, me sinto como se estivesse revivendo todo aquela situação traumática de novo. Vai ser sempre isso? Vai vir segunda onda no Brasil e vai deixar ainda mais mortos e ainda mais caos social? Eu, que sou jovem e sem comorbidade, só vou conseguir vacina em 2022 mesmo? Só vou conseguir viver sem medo de poder encontrar os poucos amigos que restarem até essa época?
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2020.10.28 21:22 AdsonLeo [Encontro Miojo] No Escuro Não se Enxerga o Caminho (1º Level, D&D 5e)

Olá Reddit! Mais um encontro, mais um da série de halloween. Espero que gostem e, como sempre, está também no blog.
Estamos cada vez mais próximos do Dia das Bruxas, então decidi trazer algo realmente aterrorizante. Hoje vamos brincar com dois dos medos mais instintivos - escuridão e solidão. E... felizmente?... existe uma criatura perfeita para isso.
Para outros encontros aterrorizantes você pode checar o primeiro dos especiais deste mês: A Alma do Negócio, onde seus jogadores serão desafiados por uma night hag; Travessuras por Gostosuras, para um clima mais leve que os terrores da Barovia; e também Coração de Palha, o primeiro dos encontros aqui postado e que poderá mostrar aos personagens o verdadeiro significado de tragédia.
O cenário que sugiro é durante a aventura Curse of Strahd, largamente conhecida como uma das melhores já lançadas e que ganhará um novo produto este ano. Logo, acho que cai bem nesse momento. Mas também trago algumas formas de usar e adaptar para qualquer situação.
Este encontro é desafiador para um grupo de 4 personagens no level 1. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Ganchos de História

Como sempre, quando você pega uma aventura pronta para correr ela é sua. Faça como bem entender, altere, retire e adicione pontos como for necessário para a narrativa se encaixar com seu cenário, história e grupo.
Seja como for, minhas sugestões e ideias para a inserção deste encontro são:
Apesar de específico para ser inserido durante Curse of Strahd, este modelo pode servir a outros cenários. Nada que uma mudança de nome aqui e ali não resolva. Com uma pequena adaptação a motivação pode virar:
Ou, se quiser deixar as coisas bem pessoais:
Para o texto em si usarei como base o modelo dado para Curse of Strahd.

O Encontro

Um meazel (Mordenkainen's Tome of Foes, 214) está determinado a encurralar e impedir o avanço de qualquer figura aventureira que adentre suas terras. Aprisionado pelas sombras num sofrimento infindável, ele se recusa a deixar que alguém venha ajudar.
A criatura utiliza de sua habilidade Shadow Stealth para perseguir silenciosamente o grupo e, quando a oportunidade surgir, agarra um deles. Após isso, assim que possível, utiliza Shadow Teleport para separar o alvo dos demais. Após separar o primeiro, ele pode voltar a perseguir o restante com o objetivo de causar cada vez mais terror. Durante todo o encontro o meazel pode expressar sua dor, e falar como Strahd é um diabo terrível que causará sofrimento a todos.
Apesar da distância máxima de 300 ft. (cerca de 90m) você pode colocar um personagem mais próximo do grupo. O meazel não necessariamente cumprirá o requisito num local mais afastado. Isso é importante principalmente caso o alvo fique inconsciente pelo dano. O restante do grupo, tendo derrotado ou não o meazel, pode tentar localizá-lo. Magias como Locate Creature ou Locate Object, e habilidades como Keen Hearing and Smell podem ajudar a encontrar alguém mesmo durante ordem de iniciativa, no escuro ou em lugar desconhecido.
Lembre-se que o meazel pode apenas desmaiar um personagem. Levar alguém para o meio das sombras, distante dos outros e numa terra desconhecida, já é aterrorizante por si só e, quem sabe, satisfaça a criatura. Talvez, mesmo que inconscientemente, o meazel apenas queira chamar a atenção de Strahd, amaldiçoando alguém com sombras para atrair o vampiro.

Doloridas Palavras

Apesar de tudo um meazel ainda é uma criatura inteligente, logo é possível que os personagens tentem interagir com ele. Neste caso, lembre-se que o que o define é seu sofrimento e a quase necessidade em continuar a senti-la. Ele pode revelar suas história, a maldição jogada sobre sua filha e a leitura feita por Madame Eva.
Esta é uma boa forma de antecipar eventos e personagens e adicionar uma motivação extra. O meazel pode descrever sua filha, tornando possível que o grupo a reconheça em encontros futuros e tente não matá-la ao se lembrar de toda a dor que a criatura sentia ao contar o ocorrido.
Madame Eva também pode se lembrar da história, lamentando que as sombras que os rodeiam tenham feito mais uma vítima. A morte quase sempre não é o pior destino em Barovia.

Feridas Abertas

Enquanto caminham, seja antes, depois ou durante o encontro com o meazel, o grupo encontra sua base. Fixa ou temporária, numa cabana abandonada ou árvore oca, tanto faz.
Lá é possível encontrar lembranças de sua antiga vida: uma pintura da filha (útil caso ele não consiga descrevê-la por algum motivo) e outras lembranças dela; algo que indique seu antigo ofício antes da transformação; talvez até um mapa e itens pertencentes a antigos aventureiros caçados por ele.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.24 23:34 ms-phoenix Fim de relacionamento durante a pandemia

Sai de um relacionamento abusivo para me relacionar com alguém que eu acreditei ser o amor da minha vida. Nos primeiros meses (nessa mesma época, só que em 2019) foi tudo incrível, tudo maravilhoso e foi assim até o início da pandemia.
Eu e meu namorado (agora ex) tínhamos uma vida social ativa que se foi totalmente por conta do isolamento social. Eu sabia que isso iria afetar negativamente nosso relacionamento, então, desde abril insisti para fazermos algo diferente para não deixar o relacionamento cair na rotina.
Ele é um cara muito legal, mas é super preguiçoso, apesar de trabalhar, não faz mais nada além de fumar cigarro (o que eu odeio) e maconha (que eu gosto, mas sem exageros) e dormir o dia inteiro, o final de semana inteiro.
Dito e feito: o namoro caiu na rotina. E DETALHE: nós trabalhamos juntos, ele é meu líder imediato na empresa, o que só piora tudo. Não fazíamos nada além de trabalhar nos dias de semana, e no final de semana fumar maconha e assistir série desde o inicio do distanciamento social.
Eu sempre insisti para começarmos a praticar algum esporte, sair pra acampar, fazer trilha ou QUALQUER outra coisa que não envolvesse ficar chapado trancado dentro do quarto o final de semana inteiro e sempre tinha uma desculpa pra não acontecer isso.
Domingo tivemos uma conversa séria sobre isso e eu disse que não estava feliz, ele jurou que ia mudar, que ia ser mais ativo, que ia encontrar um hobbie e que iria diminuir o consumo de erva porque viu como me fez bem ficar sem (eu estou outubro inteiro sem maconha, álcool, carne, açúcar e redes sociais e me curei de um quadro de depressão por conta desse “detox”).
Quarta feira, sem mais nem menos, me chamou no intervalo do almoço, terminou comigo e me mandou voltar a trabalhar, enquanto foi pra casa chorar. (???)
Eu fiquei bem incrédula, mas não fiquei mal porque já não estava feliz com o relacionamento.
Acontece que em 3 dias desde o término ele já encontrou um novo hobbie, saiu de casa para se divertir e hoje saiu para acampar (com a barraca que compramos juntos e nunca usamos por conta das desculpas).
Eu tô triste, com raiva e me sentindo humilhada, porque, lembram que eu falei que eu saí de um relacionamento abusivo antes de namorar com ele? Então, eu não tenho amigos. Não tenho com quem conversar, com quem sair, com quem ter contato.
Eu me dediquei totalmente a esse relacionamento, sempre fiz de tudo por ele e no primeiro final de semana após terminar comigo, ele faz todas as mudanças que eu venho pedindo há 7 meses.
A história tem muito mais detalhes, que eu não vou nem mencionar pra não deixar o texto mais gigante do que já ficou, mas cara, que situação merda. Tô malzona.
TL;DR: insisti meses em mudanças que fariam bem pro nosso relacionamento e ele só mudou depois de terminar comigo.
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2020.10.22 00:58 AdsonLeo [Encontro Miojo] A Alma do Negócio (5º Level, D&D 5e)

Mais um encontro rápido para vocês. Desta vez nos preparando para os episódios de terror e especiais de dia das bruxas! Como sempre, tudo está também no meu blog.
Olá pessoas. No encontro de hoje e nos próximos até o fim do mês faremos da vida dos nossos jogadores queridos e queridas um inferno! Para comemorar o Halloween, Dia das Bruxas, Dia do Saci ou o que seja, decidi trazer encontros que evoquem todo o horror e travessura desta data. Começaremos com uma boa e velha bruxa. Clássica e mortal, como deve ser.
Um pouco diferente do usual no Encontro Miojo, o foco fica bastante no pré-encontro. Como você o vai inserir é extremamente importante, por isso trouxe mais dicas dessa vez. O encontro em si é simples e direto, apenas use a criatura como ela é no stat block em todo seu potencial. A motivação que escolhi é pratica e funcional, mas pode abrir portas para próximas aventuras e ajuda aqueles DMs que querem algo para despertar campanhas e novas ideias.
Este encontro é balanceado para um grupo de 4 personagens no level 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localidade e Ganchos

Em quase qualquer lugar é possível iniciar esse encontro, dado as habilidades que deixam a night hag extremamente versátil e móvel. Dada a publicação da aventura Descent Into Avernus, os Nove Infernos comporiam cenário ideal para o desenrolar dos eventos colocados. Barovia, durante Curse of Strahd por exemplo, também é soturno o suficiente para compor bem a atmosfera. Mas mais que o local em si, o maior desafio pode ser em como inserir este encontro.
Algumas situações e sugestões que eu tenho a dar são:
Um ponto específico que este encontro e os objetivos que dei para a vilã exigem é ao menos um personagem mal no grupo. É provável que seu grupo não possua alguém deste alinhamento. Ainda assim, uma night hag pode possuir outras agendas a cumprir que envolvam os personagens da sua mesa. Ou então ela tentou a sorte com alguém que parecia muito ser do lado dela do espectro.
Seja como for, utilize das sugestões dadas acima, as particularidades dos personagens de sua mesa e o que mais tiver em mãos, e com certeza este pode ser um encontro e uma vilã memorável.

Resumo

Integrantes do grupo são assolados por pesadelos terríveis. Graças a isso as noites são mal dormidas e não descansam o corpo. O cansaço, se ignorado, pode ser fatal.
Investigando a situação é descoberto que uma bruxa persegue o grupo. Utilizando de seus poderes seu objetivo é matar os aventureiros e capturar suas almas para se livrar de um contrato diabólico antigo.

Cuidado com as Letras Miúdas

A night hag (Monster Manual, 178) possui um objetivo muito claro - em anos passados ela fez um contrato diabólico com um poderoso lorde diabo de uma das camadas dos nove infernos e agora quer se livrar dele. Na ocasião do acordo ela descobriu um plano de sua irmãs para assassiná-la e substituí-la. Enfurecida, ela se voltou para este lorde diabólico em troca de ajuda para virar o feitiço contra as feiticeiras, se livrando delas. Tudo saiu como esperado. Mas, como não poderia deixar de ser, sua dívida agora era enorme e, em tempo, ela própria se tornaria pertence deste ser infernal.
Com zero planos de se tornar souvenir de alguém nos nove infernos, a bruxa quer pagar sua dívida. Tudo o que ela precisa são algumas almas. Algumas muitas almas. Os Nove Infernos trabalham com almas, principalmente as malignas e/ou corruptíveis. Agora ela anda pelos planos em busca destas para, enfim, se ver livre das amarras legais.
Em um ou mais dos aventureiros ela vê ótima oportunidade de conseguir avançar seu projeto.

Noites Longas, Dias Encurtados

Utilizando de sua habilidade Nightmare Haunting, a bruxa começa a enfraquecer o seu alvo. O objetivo final é reduzir os pontos de vida deste até que morra e, idealmente, sua alma seja capturada pela Soul Bag, descrita em Night Hag Itens.
O modus operandi dela é utilizar de suas habilidades Etheralness e Change Shape, em conjunto com a magia Plane Shift, para se manter ao máximo longe da vista ou disfarçada do grupo, prossegui-lo e, durante a noite, atuar.
Algumas noites serão necessárias para que finalmente conquiste uma alma. O alvo ficará cada vez mais fraco, com os dias contados. Obtendo sucesso - o alvo morreu e sua alma foi capturada - a bruxa vai assim que possível para os Nove Infernos entregar mais uma parcela do seu pagamento.
Caso o grupo consiga descobri-la de alguma forma e engaje em combate, ela se defende com tudo o que tem, principalmente abusando de seus magic missile à vontade. A bruxa não luta até a morte. Se vendo em posição delicada ela foge da melhor forma possível e tentará outra vez com eles ou outros.
Abordando com diálogo a bruxa, ela não parte para agressão imediatamente. Disposta a conversar e encontrar oportunidades de escapar, ela foge utilizando os meios disponíveis caso esteja do lado mais fraco da negociação. Se de alguma forma ela se ver incapacitada de o fazer, ou estiver vencendo o combate e os personagens estiverem tentando comprar sua misericórdia, ela tem interesse em barganhas que envolvam eles cederem uma das almas ou, quem sabe, o grupo passar a trabalhar para ela. Se eles encontrarem almas malignas que possas servir e as matarem, ela apenas precisa estar perto para absorver tal alma.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.21 20:37 Sumate_ É muito maçante estar vivo

Eu não tenho vontade de viver. Tenho 17 anos e tenho realmennte uma vontade de me matar, pois não importa como eu me vejo no futuro, nunca me vejo feliz ou normal. Eu não gosto de quem eu sou e basicamente ninguém também, com exceção da minha mãe e talvez da minha irmã.
Por algum motivo que não sei, eu acabei formando uma filosofia de vida que basicamente diz que estar vivo é sofrer, mesmo que tenha bons momentos não vai compensar, pois em algum momento o sofrimento chegará; e, na minha opinião, é melhor não sentir nada.
Minha vida é chata e monótona, não tenho amigos e nem sou próximo do restante da minha família, mesmo tendo uns 22 tios e tias e sei lá quantos primos. Para mim, viver é muito maçante.
A pandemia por incrível que pareça, pois amenizou um pouco da dor. Ir todos os dias para a escola e ficar vendo todos os outros em seus grupos de amigos enquanto eu sempre estava só era algo muito ruim para mim. E ficar em casa só é algo a qual já estou acostumado.
Dizem que quando se é desprezível os outros não reparam, e eu posso afirmar com toda a certeza que isto é verdade; eu sou quase uma sombra, pouquíssimos sabem quem sou ou se lembram, minhas opiniões não importam para ninguém, o que eu sinto não importa.
Uma vez eu fiquei muito interessado em um livro chamado japonês chamado "O manual completo do suicídio", infelizmente não consegui encontrá-lo em lugar nenhum. Continuei a pensar em qual seria melhor maneira de se suicidar, e cheguei a conclusão de que seria com um tiro na cabeça, mas aonde encontrar uma arma é um problema; então cheguei a conclusão de que o que mais combinaria comigo seria um enforcamento, o único problema é que eu teria que escolher alguma floresta com alguma árvore de altura adequada, já que aqui na minha casa não tem nenhum suporte para pendurar uma corda.
As vezes eu acho que eu não deveria ser tão pessimista quanto a vida, então tento melhorar. Tento cuidar da minha saúde, tento estudar, tento ser mais gentil e agradável com os outros, etc etc etc. Mas eu sempre volto ao mesmo lugar, lembro que sou desprezível e vejo que este esforço é inútil, isto não tem valor para ninguém nem mesmo para mim. Eu sei que ninguém nunca vai estar feliz por me ver me tornar alguém melhor, eu mesmo não consigo ficar feliz por mim mesmo. Eu sei que os outros não têm que estar feliz por mim, eu que tenho que estar; mas eu não consigo, pois não tenho valor na minha própria vida.
Estar vivo é muito chato. Tento tirar a felicidade dos pequenos prazeres diários: do meu episódio de anime, da minha bela partida de xadrez, do meus bons livros, da minha jogatina de clash, do novo conceito que aprendi em programação. Mas independente disso, sempre estou melancólico; é como se eu estivesse vivendo em um mundo sem cor, sem esperança.
Eu não sei se isto muda ou atrapalha em algo, mas nunca tive rede sociais. Como nunca tive muitos amigos ou conhecidos, nunca vi a necessidade de ter um. Sempre preferi ver vídeos ou jogar ou ler alguma coisa. Mas com o tempo, percebi que todos viviam quase que unicamente no mundo digital, no qual eu não estou. Não tenho vontade de criar, pois acho inútil. A única que tenho é o reddit, que uso exclusivamente para desabafar e não acabar morrendo ainda mais por dentro.
Enfim, eu precisava realmente desabafar.
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